Gigantes nas duas áreas

Werley e Rhodolfo dão segurança à defesa e se destacam com gols pelo Grêmio

Dupla é responsável pelo melhor desempenho defensivo da Libertadores até aqui

21/03/2014 | 19h09
Werley e Rhodolfo dão segurança à defesa e se destacam com gols pelo Grêmio Félix Zucco/Agencia RBS
Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

Uma zaga que resolve atrás e na frente. Junto com a do mexicano Santos Laguna, a defesa do Grêmio é a menos vazada da Libertadores — apenas uma vez. E, quando se faz necessário, também é decisiva na hora de atacar.

A prova é o decisivo gol de Rhodolfo, contra o Newell's Old Boys, aos 46 minutos do segundo tempo.

A  parceria, aprovada pela maioria dos torcedores, custou a se formar. Contratado para tirar a equipe de uma crise técnica, Renato Portaluppi apostou em um esquema com três zagueiros, compondo a zaga com Rhodolfo, Bressan e Werley.

Em setembro, Werley sofreu uma das tantas lesões que comprometeriam sua temporada. Foi na cartilagem do tornozelo direito, dia 7 de setembro, contra a Portuguesa, pela 19ª rodada do Brasileirão. Ficou cinco semanas sem poder atuar. No retorno, ainda havia alguns resquícios de dor, que o obrigavam a tomar injeções para amenizar o incômodo.

No Gre-Nal de 20 de outubro, no Centenário, em Caxias do Sul, um novo problema, desta vez na coxa esquerda. Werley ausentou-se por mais duas semanas e admite que voltou "muito abaixo do ritmo".

Como Bressan firmou-se ao lado de Rhodolfo no restante do Brasileirão, natural que o técnico Enderson Moreira, recém-contratado, mantivesse a formação no início de seu trabalho. A volta de Werley, para não mais sair, ocorreu no Gre-Nal de 9 de fevereiro, na Arena.

Contratado em fevereiro de 2012, por indicação de Vanderlei Luxemburgo, é o zagueiro com maior média de gols na história do Grêmio, superior a de Ancheta, Luis Eduardo e Airton Ferreira da Silva. Foram 15, em 108 partidas.

Os números de Rhodolfo não são tão impressionantes. Com 41 jogos pelo Grêmio, ele marcou em Rosario o segundo desde a chegada, em julho — o primeiro havia sido contra o Vasco, pelo Brasileirão. Mas a torcida treme só de pensar que ele possa ficar fora de algum jogo, por lesão ou suspensão.  

Em campo, é visível sua liderança, junto com Barcos. Respeitado, Rhodolfo vê o grupo aceitar com naturalidade suas cobranças. Até porque é doação nos lances é proporcional. Quarta-feira, quando poucos acreditavam, lá estava Rhodolfo na área adversária para desviar o cruzamento de Barcos e garantir o empate precioso. Mas ele não quer louros, como disse na chegada.

— Neste grupo não existe herói. Todos ganham, todos perdem e nós estamos lutando para que o Grêmio seja campeão.

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