Rebatendo críticas

Enderson Moreira: "Prefiro ter convicção e ser chamado de burro do que mudar por um ou outro"

Técnico do Grêmio justificou por que não escala Lucas Coelho desde o início e minimizou críticas de dirigentes

25/07/2014 | 19h36
Enderson Moreira: "Prefiro ter convicção e ser chamado de burro do que mudar por um ou outro" Mauro Vieira/Agencia RBS
"O sucesso não é eterno, nem o fracasso", diz Enderson Foto: Mauro Vieira / Agencia RBS

A ineficiência do ataque gremista não rende apenas vaias das arquibancadas. Nesta semana, dois dirigentes — os vice-presidentes Nestor Hein e Romildo Bolzan Jr. — criticaram a escassez de gols e o pouco aproveitamento de Lucas Coelho, além da proximidade do Gre-Nal, no dia 10 de agosto. Ponderado, o técnico Enderson Moreira preferiu não aumentar a polêmica após o treinamento desta sexta-feira, no Estádio Olímpico.

— Os dirigentes que não acompanham o dia a dia muitas vezes pensam como torcedor. O mais importante é que eu tenho minhas convicções. Prefiro tê-las e ser chamado de burro do que mudar pela opinião de um ou outro — diz. — Futebol não é uma ciência exata. Respeito a opinião de todos, mas tomo as decisões da maneira que minha comissão e eu achamos melhor no momento — encerra.

Enderson justifica que a ascensão do garoto deve ser gradual para que receba menos pressão caso passe um ou dois jogos ser marcar. Ao mesmo tempo, dividiu entre todos os jogadores a responsabilidade pelo fato de o Grêmio ter o 5º pior ataque do Brasileirão.

— Temos a melhor defesa, mérito de toda a equipe, não apenas da linha de quatro (defensores) e do goleiro. A equipe toda tem evitado as investidas dos adversários. O ataque, sabemos que é momento. Não tem tido qualidade no último passe e na finalização. Me preocupa quando a equipe não cria nada — afirma Enderson.

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O ponto crítico é que, em duas rodadas, tem clássico Gre-Nal. No último, o da decisão do Gauchão, uma goleada por 4 a 1 ampliou a desconfiança da torcida com o trabalho do treinador. Outro revés semelhante pode fazer retornar a instabilidade daqueles dias.

— A responsabilidade de um treinador existe desde quando ele pisa no clube. O sucesso não é eterno, nem o fracasso. O importante é ter suas convicções e não mudar em função de um resultado ou outro. Temos mais dois jogos antes do Gre-Nal. Estou preocupado com o próximo. Costumo dizer que meu contrato é renovado a cada partida — conclui.

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