Reflexos da Copa

Grêmio aposta em elenco "sem reservas" para a disputa do Brasileirão

Jogadores reconhecem como maior aprendizado do Mundial o senso de coletividade dos europeus

15/07/2014 | 06h03
Grêmio aposta em elenco "sem reservas" para a disputa do Brasileirão Matheus Beck/Agencia RBS
Nicolas Careca, 17 anos, foi promovido ao grupo principal para adquirir experiência com jogadores como Barcos, 30 anos Foto: Matheus Beck / Agencia RBS

Entre uma coletiva e outra, é contumaz que algum jogador do Grêmio afirme: "não sou titular, estou titular". A ideia de valorizar o grupo e minimizar as trocas do treinador faz parte de um discurso unificado no elenco. Para a retomada do Brasileirão, as palavras são representadas também no campo.

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Com quatro reforços buscados na parada para a Copa do Mundo e a promoção de atletas das categorias de base, o Tricolor aposta em um elenco vasto para ter fôlego até o fim do Campeonato Brasileiro.

O volante Riveros, por exemplo, retornou de lesão e recuperou a vaga entre os volantes. Por outro lado, Edinho perdeu espaço, e Matheus Biteco e Ramiro duelam para ver quem formará a dupla à frente da zaga. Sem dar preferência a nenhum companheiro, o paraguaio cita o futebol coletivo da Alemanha campeã do mundo como espelho para a equipe gremista.

— Chegaram colegas de muito nível, muita qualidade. A Copa do Mundo passou o exemplo de que, quando todos rendem, o time todo rende. Tomara que comecemos bem depois da pausa — afirmou.

Na intertemporada, quase todos os sistemas táticos e variações técnicas foram testados. De acordo com Riveros, do meio para a frente, todos os jogadores podem atuar em qualquer posição. É uma forma de surpreender os rivais. Para dar certo, porém, é preciso dar continuidade "a largo prazo", como fazem os europeus.

— A diferença é o trabalho. O processo que fazem por muito tempo na Europa. Na Alemanha, a maioria do time campeão já disputou o Mundial. Esse processo exige muita paciência, fica por cinco, seis, oito anos. O diferencial está nisso — sugere Riveros.

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Marcelo Grohe corrobora o pensamento do companheiro. Segundo o arqueiro tricolor, observar essas nuances no decorrer das partidas da Copa foi o maior legado para o futebol brasileiro:

— O professor Enderson (Moreira) cobra a questão da coletividade e, às vezes, quando não jogamos, ficamos chateados, emburrados. Na Holanda, o goleiro (Krul) entrou só para defender os pênaltis, o que mostra que todos são importantes. Só assim a gente pode crescer e voltar a ser o melhor futebol do mundo.

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