
Tranquilidade, autoridade, confiança e padrão de jogo ao comando do onipresente Giuliano. O Grêmio de Roger fez o que tem feito em 90% dos jogos desde que Felipão foi embora e abriu vaga para o novo técnico. Por isso, venceu com facilidade por 3 a 1.
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A rigor, o Avaí só ameaçou na bola aérea. É o quarto time que mais vezes usou esse recurso no campeonato. E nenhum jogador cruzou ou ergueu mais bolas do que o lateral-direito Nino Paraíba no Brasileirão. Tanto que o Avaí fez o seu gol dessa maneira, com André Lima. Mas isso de nada adiantou contra o jogo de passes rápidos e muita movimentação de qualidade do Grêmio.
Com 24 minutos do primeiro tempo, Giuliano já fazia o seu segundo gol: 2 a 0. Em lances parecidos. Toques de primeira a partir da direita, onde Pedro Rocha apareceu muito bem em combinações com Luan.
Roger escalou Bobô no lugar de Douglas. Recuou Luan para a linha de três atrás do centroavante. Ora ele ocupava o espaço por dentro, ora abria para os lados. Esse revezamento sincronizado apalermou a defesa do Avaí no primeiro tempo.
Na volta do intervalo, o Grêmio foi acometido pelo relaxamento e por um tanto de soberba. Afrouxou a marcação, talvez já se poupando para quarta-feira, contra o Fluminense, pela Copa do Brasil.
O Avaí encontrou espaços para jogar e foi se aproximando de Marcelo Grohe. Roger sacou Bobô, colocou Maxi Rodriguez e devolveu Luan a sua função de falso 9. O Avaí descontou com André Lima (impedido), que entrara no lugar de Gamalho. Detalhe: em bola aérea, claro.
Aos 29, Everton entrou, saindo Pedro Rocha, para puxar contra-ataques. Bastou o Grêmio se ligar no jogo e pronto: Maxi acertou de canhota, em curva. Golaço, 3 a 1. Aí foi só administrar uma vitória tranquila (podia ter sido mais), que dá firmeza no G-3 no Brasileirão e muita confiança para seguir rumo ao título na Copa do Brasil.
*ZHESPORTES