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Renato vira professor para resolver problemas de finalização do Grêmio

Técnico trata de ensinar a seus jogadores o melhor jeito de bater na bola

Por: Adriano de Carvalho
23/09/2016 - 06h05min | Atualizada em 23/09/2016 - 06h05min
Renato vira professor para resolver problemas de finalização do Grêmio Carlos Macedo/Agencia RBS
Grêmio de Luan não marca gols há cinco jogos Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

O Grêmio conta com a técnica do maior atacante de sua história para resolver seu problema de finalizações. Como o time não marca gols há cinco jogos, ou 466 minutos, e não vence há sete partidas, Renato Portaluppi dedicou especial atenção a seus jogadores no treino de quinta-feira para ensinar o melhor jeito de bater na bola e superar os goleiros adversários.

Afinal, o desperdício de gols tornou-se a tônica do time. O último marcado pela equipe foi por Batista, na derrota para o Botafogo, no Rio, há 19 dias. Como símbolo do baixo aproveitamento, o gol perdido por Henrique Almeida contra o Atlético-PR, com a meta escancarada e o goleiro Weverton fora do lance, evidenciou a carência dos atacantes em balançar as redes.

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Os números atestam o problema. Foram 63 finalizações nos últimos cinco jogos segundo as estatísticas do Footstats. Destas, só 15 foram na direção da meta adversária, 23,8% dos chutes. Ou seja: 76,2% das conclusões foram defeituosas. E nenhuma se transformou em gol.

— Fui atacante, vou mostrar como deve ser feito e como se bate — promete Renato Portaluppi. — Mas quem entra em campo são eles. Eu também cometia erros, é normal. São garotos — ponderou o técnico.

No treino de ontem, Renato dedicou 30 minutos para trabalhar finalizações. Os garotos Tilica e Batista tiveram o melhor aproveitamento. Outro de bom desempenho foi Guilherme, que tem chances de iniciar o jogo contra a Chapecoense no domingo. No seu entendimento, o problema do grupo é mais psicológico do que técnico.

— Todos nossos atacantes têm muita capacidade de bater na bola. Não é falta de confiança, é ansiedade de fazer gol — analisa.

Um dos heróis do último título em nível nacional do Grêmio, a Copa do Brasil 2001, o ex-atacante Luís Mário vê carência de qualidade no grupo agora dirigido por Renato. Embora elogie os 11 titulares, entende que o grupo não conta com peças de reposição com a mesma qualidade de Palmeiras e Atlético-MG.

Presente nos camarotes da Arena no jogo contra o Atlético-PR, o ex-atacante sofreu com o gol perdido por Henrique Almeida, que será denunciado no STJD pelo gesto obsceno que fez a torcedores do Grêmio.

— Ele podia driblar o goleiro, tirar para o lado ou até dar uma cavada. Tudo o que ele não tinha de fazer, ele fez — comenta. — O time é forte, mas na hora de ser campeão falta plantel — pondera Luís Mário.

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