Copa do Brasil

Grêmio e Palmeiras buscam vaga à semifinal com treinadores que misturam carisma e estratégia

Nos anos 1980, Renato Portaluppi e Cuca também fizeram história dentro de campo pelo clube gaúcho

Por: Luís Henrique Benfica
19/10/2016 - 06h03min | Atualizada em 19/10/2016 - 13h02min
Grêmio e Palmeiras buscam vaga à semifinal com treinadores que misturam carisma e estratégia Montagem sobre fotos de Valdir Friolin e Silvio Avila / Agência RBS/Agência RBS
Renato foi ídolo na conquista do Mundial, enquanto Cuca (sem a bola, ao fundo) ajudou no título da Copa do Brasil de 1989 Foto: Montagem sobre fotos de Valdir Friolin e Silvio Avila / Agência RBS / Agência RBS

Dois treinadores que misturam intuição e estratégia se enfrentam na decisão por uma vaga nas semifinais da Copa do Brasil.

Renato Portaluppi, 54 anos, do Grêmio, e Cuca, 53, do Palmeiras, têm na cumplicidade dos comandados e na leitura do adversário importantes trunfos para avançar na competição. Por ter vencido a primeira partida, o Grêmio sairá classificado com um empate do Allianz Parque.

Renato se destaca por explorar bem o lado emocional, observa Mário Sérgio, comentarista da Fox Sports.

– Ele é mais amigo do jogador. Tira proveito da convivência e da amizade com o grupo. É por aí que exerce sua liderança – diz.

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Ser mais intuitivo não é demérito, entende o técnico Adilson Batista. As mudanças sofridas pela equipe do Grêmio desde a chegada de Renato, na metade de setembro, revelam que se trata de um profissional preocupado em estudar.

- Não entendi porque Roger saiu. Talvez tenha faltado um pouco de paciência com ele. Mas Renato tem méritos. Mudou o jeito de o Grêmio jogar. O time está mais objetivo - avalia.

Mário Sérgio vê na maior sequência uma vantagem de Cuca em relação a Portaluppi. Entende que a conquista da Libertadores com o Atlético-MG, em 2013, o converteu em um treinador mais seguro e evoluído.

– Ele é um estrategista, mexe bem com as peças. Corrigiu o defeito mais apontado por todos, que era a insegurança nas horas decisivas. Taticamente, ele está mais atualizado do que Renato – entende Mário Sérgio.

Adilson avança um pouco mais na avaliação do trabalho de Cuca. Também destaca a conquista da Libertadores como um episódio transformador em sua carreira.

– Seu time gosta de contra-ataques rápidos. E usa muito a marcação individual. Algo que não é muito frequente na Europa, por exemplo - aponta.

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Dentro de campo, os dois fizeram história no Grêmio. Renato, muito mais. Foi herói na Libertadores e Mundial de 1983, duas das páginas mais gloriosas da história do clube.

Cuca destacou-se no Grêmio Show de 1988, montado pelo treinador Otacílio Gonçalves, e na conquista da primeira Copa do Brasil, em 1989, com direito ao gol decisivo na decisão contra o Sport.

Com treinador, Renato viveu seu melhor período entre 2007 e 2008. São dessa época a conquista do título da Copa do Brasil pelo Fluminense, em decisão contra o Figueirense e o vice-campeonato da Libertadores, na final contra a LDU, do Equador.

A carreira foi retomada com força em 2010, quando tirou o Grêmio da zona de rebaixamento do Brasileirão e classificou o time para a pré-Libertadores. No ano seguinte, conquistou o título do primeiro turno do Gauchão. Entre 2011 e 2016, além do Grêmio, só trabalhou em Alético-PR e Fluminense. Em 2013, de novo com o Grêmio, foi vice-campeão brasileiro.

Técnico desde 1998, Cuca obteve visibilidade a partir de 2003, no Goiás. Foi o clube que lhe abriu as portas para voos maiores, entre eles o Atlético-MG, pelo qual ganhou a Libertadores de 2013.  

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