Olho no adversário

Da depressão à euforia: como chega o Atlético-PR para encarar o Grêmio

Equipe paranaense garantiu vaga nas oitavas de final da Libertadores com vitória por 3 a 2 nos minutos finais sobre a Universidad Católica, do Chile

Por: ZH Esportes
18/05/2017 - 21h00min | Atualizada em 18/05/2017 - 21h00min
Da depressão à euforia: como chega o Atlético-PR para encarar o Grêmio MARTIN BERNETTI/AFP
Foto: MARTIN BERNETTI / AFP  

— O Atlético foi da depressão à euforia.

Foi assim que o repórter André Pugliesi, da Gazeta do Povo, de Curitiba, definiu a improvável reação do Atlético-PR diante da Universidad Católica, do Chile, que garantiu a vaga nas oitavas de final da Libertadores.

A vitória por 3 a 2, obtida com tons de heroísmo e três gols nos 15 minutos finais, combinada com a derrota por 2 a 1 do Flamengo ao San Lorenzo, garantiu a classificação dos paranaenses no Grupo 4.

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O próximo adversário do Grêmio no Brasileirão, domingo, na Arena da Baixada, chegará determinado a somar seus primeiros três pontos no campeonato nacional. Afinal, a estreia não podia ter sido pior.

Poupando titulares para o jogo no Chile, a equipe treinada por Paulo Autuori levou 6 a 2 do Bahia. Resultado que, somado à perda do título paranaense ao Coritiba, tinha deixado a pressão sobre a equipe em níveis extremos. Mas o gol decisivo do ex-gremista Carlos Alberto, ao final do jogo com a Universidad, mudou a situação.

— Só nós acreditávamos. Ninguém contava com o Atlético. Essa é a realidade. É mais uma lição que o futebol nos dá — desabafou Autuori.

Nesse ano, o Atlético-PR passou a jogar melhor fora da Arena da Baixada. Inverteu o aproveitamento em relação a 2016, quando que foi o segundo melhor mandante do Brasileirão e venceu somente dois jogos longe de casa. Para André Pugliesi, a experiência do time esse ano pode ser um fator decisivo na mudança.

— Em parte, dá para atribuir essa mudança ao fato de o time estar mais cascudo, com nomes como Eduardo da Silva, Carlos Alberto e Jonathan — diz Pugliesi.

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