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Fernandinho se firma com Renato e vira o 12º titular do Grêmio

Atacante permaneceu a pedido do técnico e vive grande momento no ano

Por: Adriano de Carvalho e Luís Henrique Benfica
21/07/2017 - 20h02min | Atualizada em 21/07/2017 - 21h29min
Fernandinho se firma com Renato e vira o 12º titular do Grêmio MARCELO MALAQUIAS/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
Foto: MARCELO MALAQUIAS / FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO  

Sob o comando de Renato, Fernandinho virou o 12º titular do Grêmio. O atacante, que faz em 2017 um dos melhores anos da carreira, dá assistências, marca gols e supre com qualidade as eventuais ausências de Luan, Pedro Rocha ou Ramiro. É sempre o primeiro a ser lembrado pelo técnico quando se vê na obrigação de modificar o panorama de uma partida.

Há três anos no Grêmio, entre empréstimos ao Verona-ITA e ao Flamengo, Fernandinho foi contratado em julho de 2014 a pedido de Enderson Moreira.

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A decisão foi tomada em uma reunião do técnico com o presidente Fábio Koff, em que Moreira, encantado com o desempenho que o atacante tinha exibido no Atlético-MG, prometeu:

— O senhor traz o Fernandinho e a gente ganha o Brasileiro, presidente.

O atacante veio, mas o título, não. Justamente na estreia de Fernandinho, derrota para o Coritiba, por 3 a 2, em plena Arena, Enderson foi demitido. Com Felipão, que não era lá muito fã de seu futebol, as chances eram raras, quase sempre nos minutos finais dos jogos.

Fora dos planos do treinador, Fernandinho iniciou 2015 com uma nova perspectiva na Itália. Mas a passagem pelo Verona durou só seis meses. O técnico Andrea Mandorlini exigia que o atacante dominasse o idioma italiano antes para só depois utilizá-lo. Assim, pouco jogou.

A volta ao Grêmio, a pedido dos amigos Maicon, Rhodolfo e Giuliano, ocorreu já sob o comando de Roger Machado. Seu cartão de visitas foi o gol no histórico Gre-Nal do 5 a 0 na Arena, seu primeiro com a camisa tricolor. Mas o crescimento de Pedro Rocha e de Everton no final do ano o fez perder espaço. Assim, Fernandinho optou no ano seguinte por atuar no Flamengo. Mas seguiu coadjuvante. Marcou quatro gols, entre Brasileirão e Sul-Americana, provando-se útil. Ao final do ano, o clube carioca tentou estender seu empréstimo. Mas não teve sucesso.

— O Flamengo não exerceu nenhum direito e Renato pediu que ele permanecesse conosco — informa o presidente Romildo Bolzan Júnior.

Ao pedir a Fernandinho que ficasse, Renato não lhe prometeu titularidade. Alegou que já tinha Ramiro e Pedro Rocha como titulares das funções de lado de campo, mas que, com cinco campeonatos, as oportunidades iriam aparecer. Dos 43 jogos do time neste ano, o atacante já atuou em 30. Está bem perto do recordista Ramiro, que jogou 34.

O crescimento de Fernandinho também tem relação direta com sua compreensão do que é pedido pelo treinador. Com Renato, ele aperfeiçoou o senso coletivo e, de algum modo, passou a realizar, pela faixa direita de campo, o que Pedro Rocha faz na esquerda. Nos jogos, converte-se em um efetivo parceiro de Edílson.

— O que Renato exigiu dele foi algo que nenhum treinador havia feito. Hoje, Fernandinho marca, cerca, fecha espaços. Faz exatamente o que Renato quer. Contra o Vitória, ele teve a vitória pessoal e marcou um gol de falta — opina Bolzan, que faz elogios ao comportamento do jogador, "que não cria problemas".

É também por valorizar o cidadão Fernandinho que o dirigente antecipa a disposição de mantê-lo depois de dezembro, quando se encerra seu contrato.

— Não examinamos nada ainda, mas esta questão será trabalhada adequadamente — promete.

Coordenador técnico do Grêmio, Valdir Espinosa aponta um aspecto que considera decisivo para o crescimento do jogador:

— Renato passou confiança a Fernandinho. No momento em que ele é sempre a primeira substituição, recebe confiança. Isso aumentou seu rendimento.

Neste ano, Fernandinho já fez seis gols, desempenho que se aproxima do que teve no Atlético-MG em 2013, quando marcou sete vezes em 27 jogos. Em seu terceiro recomeço no Grêmio, marcou um belo gol no Gre-Nal de março, em chute de pé esquerdo de fora da área.

— Quando joga pelo lado direito, ele aparece mais por ter esta facilidade de trazer a bola para o pé esquerdo e finalizar — entende Espinosa.

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