Pontos fracos

Análise tática: Conheça os defeitos do Santos que o Inter pode explorar

Principal vulnerabilidade do time de Muricy está na dupla de zaga formada por Durval e Dracena

04/04/2012 | 14h11

Que é difícil parar Neymar, todo mundo sabe. Que Paulo Henrique Ganso precisa ser marcado de perto, também. No entanto, o Santos joga com 11 jogadores e como o Barcelona escancarou na final do Mundial de Clubes, em dezembro, tem várias fragilidades, tanto coletivas quanto individuais. E se o Inter explorar as deficiências dos santistas tem grande chance de sair do Beira-Rio, hoje, com a classificação às oitavas de final da Libertadores encaminhada.

GOLEIRO

Rafael
Não será por falha dele uma possível vitória do Inter. Após fazer uma grande Libertadores em 2011, teve um período irregular no Brasileirão, mas readquiriu a confiança. Apesar de ser jovem, 21 anos, tem maturidade de goleiro pronto. Não à toa foi convocado por Mano Menezes para a partida contra a Bósnia e Herzegovina.

LATERAIS

Fucile
Sai para o jogo bem menos que o seu colega da lateral esquerda. Deve fazer um confronto individual com Dagoberto. Bom para o Inter. O uruguaio não brinca em serviço, costuma dar entradas duras. Habilidoso e veloz, inspirado o atacante colorado pode sofrer faltas próximas da área e fazer Fucile levar cartões.

Juan
Se no ataque o lateral-esquerdo pode até ser perigoso, em tramas com Neymar, na defesa marca mal e deixa espaços que podem ser aproveitados pelos meias do Inter. Costuma errar muitos passes também, armando contra-ataques.

 

ZAGUEIROS

Edu Dracena
O capitão santista foi se tornando um jogador lento ao longo da carreira, tão ou mais do que Durval, seu colega de defesa. Tem o hábito de sair da área para dar o bote nos adversários distante da meta. Acaba deixando um buraco na retaguarda ou Durval no mano a mano com o centroavante.

Durval
É um pouco mais rápido que Dracena, mas bem menos técnico também. Muitas vezes é atabalhoado e se atrapalha, podendo cometer pênalti. Leandro Damião tem que partir para o confronto com os zagueiros. Lento e envelhecido, o setor defensivo do Santos tem de ser explorado pelo Inter.

MEIO-CAMPISTAS

Henrique
Tem sido escalado como primeiro volante, à frente da área. Deve marcar Tinga, que pode se aproveitar de certa letargia do santista. Roubar bolas e marcar forte não é sua especialidade, é um jogador técnico.

 

Arouca
A qualidade técnica do volante é exaltada por todos. Por outro lado, seu poder de marcação vem diminuindo ano a ano. Provavelmente por isso o técnico Muricy Ramalho resolveu adiantá-lo no meio-campo.

 

Ibson
Dos três é o que vive melhor fase. No ataque. É cada vez menos volante de marcação, mais acompanha do que marca.


 

Paulo Henrique Ganso
Colorados precisam torcer para que se mantenha sonolento e trotando em campo, como nas últimas partidas. Se acordar por 30 segundos, coloca alguém na cara do gol.

 

ATACANTES

Neymar
Nada a declarar.

 

 

Borges
Não vive a mesma fase que o levou a ser o goleador do Brasileirão 2011. Mas marcou nas últimas duas partidas em que jogou.

 

 

 
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