É mata-mata

Mobilização do Inter para pegar o Fluminense começou no domingo

Nas 78 horas que antecedem o confronto, D'Alessandro e Bolívar mostraram liderança

24/04/2012 | 22h50
Mobilização do Inter para pegar o Fluminense começou no domingo Mauro Vieira/
No intervalo contra o Veranópolis, D'Ale puxou a oração e time voltou mais empolgado Foto: Mauro Vieira

A mobilização para enfrentar o Fluminense, nesta quarta, começou no intervalo do jogo contra o Veranópolis, no domingo. Quando os jogadores chegaram ao vestiário, D’Alessandro chorava em um canto. Havia sofrido lesão muscular 20 minutos antes e sabia que estaria de fora do primeiro confronto com os cariocas pelas oitavas de final da Libertadores.

Ao perceber a chegada do time, D’Ale enxugou rápido as lágrimas, encheu o peito de ar e ergueu a cabeça. 

— D’Alessandro ficou louco com a lesão. Sabe da sua importância. E sabia que ficar com cara de lamentação poderia abater os demais — disse uma pessoa com acesso ao vestiário.

D’Ale assistiu ao segundo tempo no reservado, puxou a oração e, mesmo fora de combate, foi expoente das 78 horas que precedem o confronto.

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Mais importante do que D’Ale só Bolívar. Está na reserva, mas segue com o posto de general do grupo. Na segunda-feira, Dorival Júnior reuniu os jogadores na sala de conferências, chamada por eles de sala branca, pela cor das poltronas e das paredes. Apresentou a ideia de antecipar a concentração para aquele mesmo dia.
 
— Qual a tua opinião, Bolívar? — quiseram saber os jogadores.

O ex-capitão respondeu sem pestanejar. Era momento de se refugiar, de dormir e acordar pensando no jogo. Se o Fluminense havia chegado a Porto Alegre na segunda-feira, por que o Inter ficaria apenas uma noite concentrado? Depois do treino de segunda-feira, o time seguiu direto para o Blue Tree, nos altos da Avenida Lucas de Oliveira.

No jantar, os jogadores falavam apenas de Libertadores. Lembravam de 2011, quando Santos e Peñarol ficaram em segundo na primeira fase e fizeram a final. Recordaram também da edição de 2010. O Corinthians, melhor primeiro colocado, caiu para o Flamengo, o pior entre os segundos. Exemplo com o mesmo tamanho do desafio do Inter agora.

Nesta terça, antes do treino, Dorival voltou à sala branca com o grupo. Desta vez para esquadrinhar o Fluminense. A sala tem TV de alta definição, projetor, mas Dorival usou mesmo a palavra. Só recorreu à imagem em lances específicos. A conversa durou 30 minutos. Foi a palestra para o jogo. O técnico evita as preleções.

Eram 16h37min quando os jogadores pisaram no gramado do Beira-Rio. Os 19ºC que antecipam o inverno obrigaram todos a usar o agasalho vermelho da Nike. Quatro minutos depois, Kleber subiu as escadas do túnel. Estava de meias e carregava as chuteiras sob o braço. Posicionou-se entre Zé Mário e Jô, calçou-se e participou do aquecimento. Elton chutou uma bola em sua direção. Ele devolveu com chute seco, de esquerda. Oscar fez o mesmo, Kleber repetiu o chute – sinal de recuperação das dores musculares na coxa direita.

Os jogadores ainda aqueciam quando D’Ale saiu do departamento médico e apareceu na beira do campo. De chinelos Havaianas, meias, calção cinza e camiseta térmica vermelha, gritou para Oscar:

— O Messi errou um pênalti. Está 2 a 1 para o Barcelona contra o Chelsea.

— Errou? – surpreendeu-se Oscar.

Um minuto depois, Dorival ordenou que o segurança Trajano convidasse a imprensa a deixar o gramado. Dorival havia reunido 11 jogadores de linha no centro do campo – entre eles, Fabrício e Kleber. Como os repórteres deixavam o local a passos lentos, o técnico engrossou o mistério. Chamou também Jajá. E fechou o treino – pela segunda vez neste ano. Só havia fechado o Beira-Rio para o último Gre-Nal.
 
— Repensei minha forma de trabalhar. Nestes momentos, convém fechar o treino – explicou na coletiva. 

— E o time? – indagou um repórter.

— Tenho duas dúvidas. Uma é o Kleber, a outra é por questão de característica – encerrou.

 



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A partida será transmitida pela RBS TV

 
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