Defesa parada

Decisivos, faltas e escanteios se tornam dor de cabeça para a defesa do Inter

Time sofreu cinco gols de bola parada nos últimos 10 jogos

02/06/2012 | 09h24
Decisivos, faltas e escanteios se tornam dor de cabeça para a defesa do Inter Jorge William/Agência O Globo
No jogo contra o Fluminense, no Engenhão, Fred (ao fundo) marcou de cabeça, após cobrança de falta, o gol que eliminou o Inter da Copa Libertadores Foto: Jorge William / Agência O Globo

Faltas e escanteios cada vez mais decidem partidas e se tornam a maior dor de cabeça. Uma preocupação que, no Inter, é mais evidente a cada jogo.

Nas últimas 10 partidas, o time sofreu nove gols. Desses, cinco foram em lances de bola parada dois em escanteios e três em faltas. Dois deles, contra o Fluminense, no Engenhão, custaram a classificação para as quartas de final desta Copa Libertadores. Para a solução do problema, existe receita, segundo técnicos: o treinamento. Mas, sem a atenção dos jogadores em campo, nada tem jeito.

— Eles precisam seguir à risca o que é passado pelo técnico. Se estão recebendo críticas, a tendência é de que se apliquem em treinos para corrigir o problema — diz o ex-técnico Mário Sérgio.

Para o ex-treinador Cláudio Duarte, é preciso lembrar que o adversário joga para superar qualquer esquema de defesa.

— Futebol é um jogo. Você se previne de todas as formas, mas o jogo permite que você seja surpreendido — avalia.

Segundo os técnicos, os clubes treinam jogadas de bola parada da única maneira eficaz: criando situações de jogo. O tempo dedicado a elas é garantido, mas pode variar de acordo com o adversário. O certo é que o jogador precisa ser preparado desde as categorias de base.

— Hoje, 70% dos gols são de bola parada. Por isso, é fundamental o treinamento. Basta mais atenção dos jogadores — diz Mário Sérgio.

O que dizem os zagueiros

"A questão é treinamento. Claro que não podemos tomar uma sequência de gols desta forma. Mas, como você bem citou, não é só o zagueiro. Tem mérito do adversário também. Mas temos que melhorar e treinar mais para esse tipo de jogada não se repetir mais".
Rodrigo Moledo

"A bola parada tem sido uma arma muito grande para equipes, nós temos sempre de ficar atentos. Mas também temos de dar o mérito para o batedor, às vezes está o time todo dentro da área para defender essa jogada e ainda assim levamos gols. Faz parte".
Índio

Nos últimos 10 jogos: nove gols sofridos, cinco de bola parada

29 de abril: Inter 2 x 1 Grêmio

Fernando cobrou falta na trave. Werley se adiantou e com o pé direito mandou para o fundo do gol.

10 de maio: Fluminense 2 x 1 Inter

Aos 15 minutos do primeiro tempo, Thiago Neves cobrou falta na intermediária, e o zagueiro Leandro Euzébio cabeceou sozinho, sem defesa para Muriel. O segundo gol veio novamente dos pés de Thiago Neves, que cobrou falta na ponta direita para Fred cabecear, também sozinho, minutos antes do intervalo da partida.

13 de maio: Inter 1 x 1 Caxias

Wangler cobrou escanteio, a bola quicou na pequena área até cair na cabeça de Michel, que não teve dificuldade para marcar o gol.

26 de maio: Flamengo 3 x 3 Inter

Após Ronaldinho cobrar escanteio pela direira, González desviou de cabeça. Muriel deu rebote, Airton se afastou do marcador e pegou a sobra para marcar.

O treinamento contra faltas e escanteios

Para as jogadas de bola parada, os clubes treinam a defesa para se posicionar de formas específicas, de acordo com o lance (veja abaixo). Em geral, os técnicos

aplicam esse treinamento a cada adversário, a partir de análises de partidas anteriores e características dos jogadores que serão enfrentados.

 
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