Primeira crise

Após derrota em Curitiba, Fernandão descarta deixar o Inter: "Eu não vou desistir"

"Quem busca estatística é perdedor. Me sinto seguro em relação a minhas escolhas, não digo que estou seguro no cargo", resumiu o treinador

29/08/2012 | 22h54
Após derrota em Curitiba, Fernandão descarta deixar o Inter: "Eu não vou desistir" GERALDO BUBNIAK/AE/
Presidente Giovanni Luigi defendeu a manutenção do ídolo como técnico do Inter Foto: GERALDO BUBNIAK/AE

Fernandão vive sua primeira crise como treinador. Com apenas um ponto conquistado nos últimos 12 disputados, começa a ser contestado, principalmente por suas escolhas. Após a derrota para o Coritiba por 1 a 0 no Couto Pereira, concedeu uma entrevista forte e mandou um recado direto para a direção e para os colorados: não haverá constrangimentos com uma possível demissão.

— As coisas funcionam por resultado. Quem busca estatística é perdedor. Me sinto seguro em relação a minhas escolhas, não digo que estou seguro no cargo. O time está criando, e as oportunidades irão surgir — disse o técnico colorado.

— A desistência é sempre o caminho mais fácil. Eu não vou desistir — completou Fernandão.

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O presidente Giovanni Luigi defendeu a manutenção do ídolo como técnico do Inter. Apesar de afirmar que o grupo pode produzir mais, salientou a importância da sequência de trabalho. Para domingo, contra o Flamengo, no Beira-Rio, convocou a torcida para se unir ao time e conquistar a primeira vitória no returno do Brasileirão. Por ironia, o adversário em meio à crise é Dorival Júnior, técnico que há pouco mais de um mês deixou a Capital para ser substituído por Fernandão.

— Temos convicção de que o Fernandão tem todas as condições. Ele tem o conhecimento tático e é uma grande liderança do grupo — resumiu Luigi.

Abatido, mas focado no retorno de atletas como D'Alessandro para a rodada do final de semana, no Beira-Rio, o vice-presidente de futebol do Inter Luciano Davi conceituou o primeiro tempo da derrota para o Coritiba como "bom". Considerou que, novamente, a bola colorada não entrou. E sintetizou a etapa complementar como "apática". Mostrou-se preocupado com o resultado e também sobre o rendimento da equipe. Assim como Luigi, defendeu Fernandão:

— O treinador do Inter é o Fernandão. Vamos continuar o dever de avaliar jogo a jogo. Os três pontos são importantíssimos e é isso que temos que fazer. Faltou criatividade. Quando falta criação, falta chutar no gol. O time tem que criar mais — ressaltou. 

 
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