Só falta D'Alessandro

Com grupo quase completo, Fernandão inicia semana de treinos para definir esquema do Inter no Gre-Nal

Apenas o camisa 10 não estará à disposição do técnico no clássico 393 do próximo domingo

20/08/2012 | 17h19

Quando iniciar o primeiro treinamento da semana na tarde desta terça-feira no Parque Gigante, Fernandão terá pela frente a tarefa de organizar o Inter tática e tecnicamente para o Gre-Nal do próximo domingo. Não se apega a esquemas táticos, como declarou a ZH no início de agosto, mas tenta tirar o máximo do grupo — "Não lamento ausências. Basta saber explorar o grupo", resumiu o treinador.

Dátolo está à disposição desde a semana passada. Juan estreou bem e até marcou gol contra a Portuguesa. Dagoberto, recuperado de lesão muscular, pode aparecer entre os relacionados para o clássico 393. Neste mês como treinador, Fernandão já utilizou três esquemas diferentes para dispor o Inter em campo. Zero Hora analisa as formações e aponta que tipo de surpresa o Inter pode levar a campo.

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CRÉDITO: Reprodução, Arte ZH

O esquema mais utilizado por Fernandão. Para dar sustentação à defesa com Nei, Índio, Bolívar e Kleber e sofrer apenas quatro gols em oito jogo, o técnico escala Ygor como primeiro volante, fixo em frente à área. Com bom passe, a bola do camisa 21 chega redonda para Guiñazu e Elton saírem para o jogo. Próximo aos atacantes, Fred ou Dátolo atuam na armação. A finalização fica por conta de Leandro Damião e Diego Forlán — que ainda não balançou às redes em cinco jogos com a camisa do Inter.

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CRÉDITO: Reprodução, Arte ZH

Utilizada no segundo tempo contra a Portuguesa, no último domingo, a zaga com Índio, Bolívar e Juan permite que Kleber e Nei apoiem mais. No Canindé, Kleber chegou a atuar mais centralizado, pelo meio do campo, como uma espécie de articulador improvisado. Ygor segue fixo em frente à área, com Guiñazu e Fred (ou Dátolo) com liberdade para saírem ao ataque. Com isso, Fernandão teria sempre o elemento-surpresa, além de Damião e Forlán ganharem bons companheiros no ataque.

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CRÉDITO: Reprodução, Arte ZH

Formação que necessita de treinamentos e velocidade, principalmente do meio campo. Para não sobrecarregar a defesa, os volantes Ygor e Guiñazu teriam o auxílio de Elton ou Fred na armação e também contariam com o companheiro para a retomada da posse de bola. Como Rafael Moura e Leandro Damião não são jogadores velocistas e atuam mais centralizados, Diego Forlán tem de recuar e buscar as jogadas, fazendo as vezes de meia atacante. Contra a Portuguesa, domingo, Fernandão explicou que havia dado liberdade para o uruguaio deixar a área. A função ficou muito parecida com a que o camisa 7 realizou defendendo o Uruguai na Copa do Mundo de 2010 — porém, sem a mesma efetividade. 


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