Problemas

Ameaças de 2013: O que o Inter perde sem a Libertadores

Queda em receitas e aumento na inadimplência entre os sócios são alguns dos risco do clube

19/09/2012 | 21h45
Ameaças de 2013: O que o Inter perde sem a Libertadores Ricardo Duarte/
Foto: Ricardo Duarte

A teimosia em rondar o quinto e o sétimo lugar no Brasileirão expõe um alerta no Beira-Rio. A seis pontos do Vasco, que ocupa o lugar do último classificado à Libertadores, o time de Fernandão corre o risco de não disputar a principal competição da América em 2013. Com uma folha de pagamento na casa dos R$ 9 milhões, dedicar-se apenas ao Gauchão e à Copa do Brasil no primeiro semestre significaria queda em receitas, aumento na inadimplência do quadro social e desvalorização da marca Inter. Saiba três das principais preocupações coloradas para a próxima temporada.

O que acontecerá com o quadro social?
Se os títulos da Libertadores de 2006 e 2010 foram aliados para que do Inter atingisse a marca de 103 mil sócios, estar fora da principal competição da América no próximo ano deve aumentar a inadimplência no próximo ano. Principalmente nos primeiros quatro meses.

Segundo Norberto Guimarães, diretor da Central de Atendimento ao Sócio (CAS), o Inter apresenta uma vantagem em relação ao perfil de seu associado: a maturidade. Com o programa de pontos conquistados pelo pagamento em dia e o contato permanente com o Beira-Rio, Guimarães acredita que não haverá redução do números de sócios. Além disso, a reformulação do Beira-Rio tem chamado atenção do sócio. Em 2013, a tendência é que os colorados queiram acompanhar de perto o andamento das obras até o fechamento do estádio – que deve ocorrer no segundo semestre.

– Claro que a Libertadores atrai muito mais público. Mas hoje o Inter fatura cerca de R$ 4 milhões por mês em mensalidade. Haverá uma quebra de caixa, provavelmente. Deve aumentar de 5% a 6% o número de inadimplentes. Mas é um dinheiro que retorna com o Brasileirão – aponta o diretor.

Milhões perdidos
O campeão da Libertadores embolsa uma quantia na casa dos R$ 6 milhões. Deste valor, R$ 3,5 milhões é dado ao grande vencedor. Os R$ 2,5 milhões restantes estão no que os clubes recebem a cada fase. Cada partida tem um valor, recebido toda vez que atua como mandante. Na fase de grupos, são R$ 212 mil _ como cada equipe disputa três partidas em casa, todos terão direito a R$ 636 mil. O valor cresce aos R$ 548 mil, montante pago pela participação na semifinal e também na decisão do torneio. Com a participação no Mundial da Fifa, a cifra engorda.

Ir ao Japão significaria mais R$ 8,8 milhões ao Inter. A perda bate, ainda, nas cotas televisivas. São valores baixos. Segundo o presidente Giovanni Luigi, chegam a US$ 110 mil.

Queda na renda do marketing
Perda da exposição da marca e a redução do faturamento de 20% a 30%. Estes são os dois problemas apontados por Jorge Avancini, diretor executivo de marketing do Inter. Sem a Libertadores, não há lançamento de produtos ligados à competição, como camisetas, bonés, calção. Com cifras na casa dos R$ 42 milhões em 2011 - 34% maior que em 2010 - o departamento de marketing valoriza a Copa do Brasil, competição que o Inter estaria envolvido no primeiro semestre. Segundo Avancini, o torcedor comparece ao estádio, à loja do Inter no Beira-Rio e segue ativo nas franquias do Estado. Avancini lembra da Copa do Brasil de 2009, quando o Inter foi à final contra o Corinthians.

– Em relação a vender camiseta ou produtos e o torcedor vir ao estádio é a mesma coisa (de 2009). Até porque vamos colocar 40 mil no estádio. Mas a perda significativa é a exposição da marca na América. Você ficará fora da exposição o ano todo. Independente de ser campeão ou não.

 
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