Entrevista

Feliz com a ascensão do Caxias, Beto Campos projeta semifinal contra o Inter: "A velocidade é a nossa arma"

Técnico quer deixar de lado os desfalques no ataque para manter em alta a mentalidade de que é possível repetir o feito de Tite, em 2000

24/03/2014 | 21h05
Feliz com a ascensão do Caxias, Beto Campos projeta semifinal contra o Inter: "A velocidade é a nossa arma" Jonas Ramos/Especial
Foto: Jonas Ramos / Especial

Confiante no que o Caxias tem produzido nas partidas sob o seu comando desde que substituiu Picoli, Beto Campos credita a vaga na semifinal do Gauchão à ascensão da equipe. Quer deixar de lado os desfalques no ataque para manter em alta a mentalidade de que é possível repetir o feito de Tite, em 2000, eliminar uma equipe da Capital e conquistar o tão sonhado título estadual.

O foco e a concentração são evidentes. Nem mesmo o aniversário de 50 anos foi celebrado nesta segunda, no Centenário. A tradicional brincadeira com farinha, ovos e azeite terá de esperar a decisão de amanhã em Novo Hamburgo:

— Depois dos 30 os companheiros esquecem, nem lembram mais de fazer alguma brincadeira — diz, descontraído, o semifinalista do Gauchão, que atendeu Zero Hora ao final da tarde.

Zero Hora — Desde tua chegada, são oito jogos, seis vitórias. O que o Beto Campos fez para ter essa campanha?
Beto Campos —
Primeiro, tenho de destacar que fui muito bem recebido pelos atletas, pela diretoria, funcionários do Caxias. Mas naquele momento o clube não estava bem, as coisas não vinham acontecendo. Levantamos o moral dos atletas, passamos a eles que tinham condições de fazer uma boa campanha.

Zero Hora — Acredita que a semifinal no Estádio do Vale pode ser benéfica para o Caxias?
Beto Campos —
Se o Inter não estivesse jogando lá, até acharia isso. Mas eles estão acostumados com o estádio, já. Mesmo que o gramado seja diferente, campo pesado. Não será fácil para nós. O público será menor. Só.

Zero Hora — Como pretende resolver teus problemas no ataque?
Beto —
Isso será complicado. Temos essa dificuldade. Não teremos o Júlio (Madureira, meia-atacante, expulso contra o Veranópolis), perdemos o Henrique (também contra o VEC), e a diretoria ainda pode confirmar a chance de contar com o Thiago Santana (que é jogador do Inter e não pode atuar, por contrato). Treinamos com o Mailson, será uma situação um pouco diferente. Mas te garanto que teremos o mesmo poder de marcação e muita velocidade.

Zero Hora — Essa é a principal virtude do Caxias para surpreender o Inter? A velocidade?
Beto —
Hoje é muito difícil surpreender o Inter, o Grêmio... Os times se preparam para jogar contra a gente. Não tem como surpreender. O Inter chegou a mandar um olheiro para assistir a um jogo nosso. A velocidade é nossa característica e temos de saber usar bem.

Zero Hora — O título do Caxias, em 2000, em cima do Grêmio, é um motivador em meio a estas dificuldades?
Beto —
Claro. A gente coloca situações como aquelas, sim. Foi um momento excelente do Caxias, tem de ser lembrado. Mas não apenas isso. Quando chegamos aqui, o time estava beirando o rebaixamento mas, com diálogo e com treinamento, demos a condição que está hoje. O grupo mostrou que tem qualidade, que pode buscar o título. O que temos é de criar a situação para tentar matar o jogo. A bola do jogo, sabe?

Zero Hora — Wallacer será o teu D'Alessandro na quarta?
Beto —
É um jogador que cresceu demais. Demos liberdade para ele chegar à frente, mais centralizado. Ele não fica mais só pelos lados do campo. Está se movimentando e trabalhando pelo meio. Com isso, tem feito os gols que a gente precisa e isso tem nos ajudado muito.

Zero Hora — Haverá marcação especial no D'Alessandro?
Beto —
Não trabalhamos isso. Depende muito do momento do jogo. Às vezes, você faz marcação individual e não dá certo. O Inter tem o Aránguiz, também, que está em uma fase incrível. É um jogador que sabe sair de trás e chega à frente

Zero Hora — Rafael Moura será desfalque do Abel. Entra Wellington Paulista. Perde o Inter?
Beto —
São jogadores de características parecidas, em termos de posicionamento. Jogam como o Abel gosta, atleta centralizado. Ainda tem aquele cara que joga pelo meio e os que vêm pelo lado de campo, em triangulação. O Wellington é a referência. É atacante e faz gols.

Zero Hora — Teu time chega pronto para a final?
Beto —
Meu time está em ascensão. Mas teremos as dificuldades dos desfalques dos jogadores. Vinham jogando bem, o Thiago (Santana) vinha fazendo gols. A engrenagem da equipe estava em alta.

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