No Gigante?

Quatro problemas impedem confirmação do Gre-Nal no Beira-Rio

Reunião na tarde desta terça deve definir local da final do Gauchão

07/04/2014 | 18h46
Quatro problemas impedem confirmação do Gre-Nal no Beira-Rio Jefferson Botega/Agencia RBS
Beira-Rio deve receber Gre-Nal decisivo do Gauchão no próximo domingo Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS

Uma reunião na tarde desta terça entre a direção do Inter, Bombeiros, EPTC, Ministério Público e Brigada Militar deve confirmar o Beira-Rio como palco do clássico Gre-Nal do próximo domingo. Ainda sem a licença definitiva do Corpo de Bombeiros e, por consequência, o Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI), o clube terá de atender a algumas exigências feitas pelos órgãos de segurança do Estado e do município a fim de mandar a final do Gauchão em seus domínios. Uma ata em que o Inter assume grande parte das responsabilidades em relação ao evento será protocolada.

- O Inter não ganhará o alvará definitivo para uso do estádio. O Gre-Nal pode ocorrer no estádio, ele está seguro, em condições, mas há medidas compensatórias a serem tomadas pelo Inter - explica o Major Rodrigo Dutra.

São quatro os problemas do Inter para garantir o clássico de número 401 no Beira-Rio. Zero Hora explica abaixo cada um deles:

Membranas:
O Inter enviou aos bombeiros um laudo com especificações técnicas do fabricante. O documento garante, segundo o Major Rodrigo Dutra, que a cobertura do Beira-Rio é resistente a fogos de artifício e a um possível incêndio - resistiria a uma temperatura de até 450ºC, por exemplo. O que o Corpo de Bombeiros quer? A assinatura de um engenheiro atestando tais especificações.

- A membrana pode pretear com o fogo, pode derreter... Mas não pode incendiar, pegar fogo. Alguém tem de assinar garantindo que isso não ocorra - aponta Dutra.

Guarda-Corpos:
O Major Dutra usa a Arena do Grêmio como exemplo. Em janeiro de 2013, em uma partida válida pela Libertadores, a grade que separava a torcida do Grêmio do gramado cedeu. Não suportou o peso dos torcedores, alguns caíram no poço e tiveram lesões leves. Dutra afirma que o Inter já se pronunciou a respeito das separações entre fãs e jogadores. Porém, da mesma forma que as membranas, não há um documento assinado por um responsável pela segurança da grade.

Escada das cabines de imprensa:
Uma escada metálica no setor de imprensa tem de ser atestada pelo Inter. Os bombeiros pedem que o clube se responsabilize e apresente um laudo em que ateste a resistência do ferro em uma eventual necessidade de evacuação dos profissionais.

Saídas de emergência:
O principal problema apontado pelo Corpo de Bombeiros. O Inter instalou grades que contam com um sistema eletrônico de abertura. São portas que, em caso de pane, podem ocasionar um grande desastre. Segundo o Major Dutra, estas cortinas metálicas não são seguras para estádios de futebol, o melhor seria instalar portas com barra antipânico - que possuem uma "maçaneta" horizontal, que abre a porta assim que a pessoa esbarra nela.

- A autorização provisória se dá, inclusive, pela instalação errada destas portas. O melhor será manter as cortinas abertas. mas há outra questão: elas são ilegais. Segundo o Inter, as com barra antipânico não ficaram prontas em tempo hábil. Ou seja: eles terão de tomar medidas compensatórias, têm de se comprometer e arcar com as responsabilidades - explica Dutra.

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