Olho neles

Ceará e Chapecoense decidem nesta quarta próximo adversário do Inter na Copa do Brasil

Primeira partida, em Santa Catarina, foi vencida por 2 a 1 pelos nordestinos

23/07/2014 | 06h01
Ceará e Chapecoense decidem nesta quarta próximo adversário do Inter na Copa do Brasil Marcio Cunha/Especial
Um dos principais jogadores da Chapecoense, Tiago Luís (D) está lesionado e não joga Foto: Marcio Cunha / Especial

Ceará e Chapecoense decidirão nesta quarta-feira, às 19h30min, no Estádio Presidente Vargas, quem enfrentará o Inter na terceira fase da Copa do Brasil, nos dias 30 de julho e 13 de agosto. Na partida de ida, na Arena Condá, vitória dos visitantes por 2 a 1.

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Em vantagem, o Ceará pode perder até por 1 a 0 que seguirá adiante no torneio. Líder da Série B, os nordestinos têm o campeonato nacional como prioridade, mas terão força máxima contra os catarinenses.

Já a Chapecoense, que vem de surpreendente vitória sobre o São Paulo, no Morumbi, pelo Brasileirão, o que lhe assegurou a saída da zona de rebaixamento, busca a vaga de olho principalmente na renda da partida contra o Inter, em Santa Catarina, na casa dos R$ 600 mil, o que pagaria metade da folha do clube em agosto.

Ceará

Vovô goleador

Magno Alves é o grande nome e capitão do Ceará. Aos 38 anos, o ex-atacante de Fluminense, do Gamba Osaka e do Atlético-MG, é o segundo maior artilheiro do futebol brasileiro na temporada. Tem 20 gols e busca superar Robert, atacante do Fortaleza, que já soma 24. O clube completou 100 anos no dia 2 de junho e mira o título da Série B para comemorar o ano, que se iniciou com o tetracampeonato estadual.

De volta ao caldeirão

Uma briga entre a direção do Ceará e a BWA Arenas, nova administradora da Arena Castelão, fez com que a equipe voltasse à velha casa: o Estádio Presidente Vargas. A construtora Queiroz Galvão, responsável pelo estádio, repassou a gestão do Castelão para a BWA e para a empresa francesa Lagardère.

Com isto, o Ceará deixou de ter controle sobre a venda de ingressos e se negou a jogar no Castelão — estádio que recebeu seis partidas da Copa do Mundo, incluindo dois do Brasil, contra México e Colômbia. As administradoras da Arena então romperam o contrato com o Ceará, que agora cobra multa de R$ 400 mil pelo fim do acordo.

Com a troca, o Ceará deixa de jogar para um público de 67 mil torcedores e volta ao seu estádio, que abriga apenas 20 mil torcedores.

A nova arma

No jogo de ida, em Chapecó, o principal armador do Ceará ainda assistia ao jogo do banco de reservas. Agora, Eduardo é o avalista do setor na equipe de Sérgio Soares. Revelado no rival, Fortaleza, ele foi comprado pelo Fluminense. Sem espaço no grupo com Conca e Wagner, foi emprestado ao Ceará, onde rapidamente se tornou peça fundamental no time.

Contra o Inter na Copa do Brasil

Os dois clubes se encontraram apenas uma vez na Copa do Brasil. Foi nas quartas de final da edição de 1994. Depois de perder por 1 a 0 em Fortaleza, o Inter venceu por 2 a 1 no Beira-Rio. E foi eliminado. O Ceará ainda passou pelo Linhares e foi à final contra o Grêmio, quando perdeu o título para o time de Felipão.

Chapecoense

Sai gaúcho, entra gaúcho

Setenta dias atrás, quando a Chapecoense perdeu em casa para o Ceará, o gaúcho Gilmar Dal Pozzo ainda era o treinador dos catarinenses — e amargava a zona de rebaixamento do Brasileirão. Gilmar foi demitido e em seu lugar assumiu o auxiliar Celso Rodrigues, gaúcho de Cachoeira do Sul, e ex-volante da Chapecoense.

Com Rodrigues, a equipe se acertou e, em quatro jogos, venceu três: Palmeiras, Bahia e São Paulo — perdendo apenas para o Inter, no Centenário. Mais: deixou o Z-4 do Brasileirão e já passa a sonhar com a permanência na Série A para 2015.

O goleador voltou

Bruno Rangel é uma espécie de herói em Chapecó. No ano passado, ele marcou 31 gols na campanha do clube na Série B. É o maior artilheiro da segunda divisão no Brasil. Negociado com o Al-Arabi, o centroavante acabou não se adaptando ao futebol do Catar e voltou para a Chapecoense. Estreou contra o São Paulo, não fez gol, mas é a grande esperança de classificação para o time da Série A.

Reforços e desfalques

Além de Bruno Rangel, o meia-atacante Zezinho, que surgiu como uma das grandes promessas do Juventude, anos atrás, acabou cedido ao Santos, passou pelo Atlético-PR, agora tenta vingar na Chapecoense. O meia Camilo, que passou boa parte da temporada lesionado, voltou ao time titular. Já o atacante Tiago Luís, contundido, está fora da decisão.

Contra o Inter na Copa do Brasil

Inter e Chapecoense se enfrentaram na segunda fase da Copa do Brasil de 2008. Com gols de Alex e do atacante Adriano, o Inter venceu por 2 a 0 e eliminou os catarinenses logo no primeiro jogo, no Estádio Índio Condá. O Inter avançou, passou pelo Paraná e, nas quartas de final, foi eliminado pelo Sport — que acabaria campeão, na final contra o Corinthians.

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