O gigante voltou

Inter recebe o Flamengo na primeira vez do Beira-Rio após a Copa

No Brasileirão, capacidade será ampliada para 50 mil lugares

20/07/2014 | 10h02
Inter recebe o Flamengo na primeira vez do Beira-Rio após a Copa Alexandre Lops/Divulgação Inter
Além do estádio, colorados terão o retorno do volante Aránguiz, autor de dois gols neste Brasileirão Foto: Alexandre Lops / Divulgação Inter

A Copa do Mundo se foi, os alemães sagraram-se campeões, o Brasil levou sete, os gringos deixaram de festejar na Lima e Silva e a vida segue. Nesse domingo, o Beira-Rio deixa de ter o vermelho da Coreia do Sul, o laranja da Holanda, o azul da Argentina, da França ou de Honduras, tampouco o amarelo da Austrália, nem o branco da Alemanha ou o verde da Argélia e da Nigéria.

O estádio da Copa em Porto Alegre volta a ser do Inter. E, a partir das 16h, quando o Flamengo visitar o Inter pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, apresentará algumas mudanças daqueles dias de Mundial.

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Capacidade máxima

O Beira-Rio terá de novo os seus 50 mil lugares à disposição da torcida. Sob o comando da Fifa, o estádio encolheu para 43.394 lugares. Destes, 1,1 mil estavam reservados para a imprensa. Outra boa parte das cadeiras havia sido interditada pela entidade, com a colocação de um manto cor de musgo sobre elas, por sua localização não permitir aos torcedores a completa visão do gramado. O Inter as tem de volta. E retomará o uso das cadeiras vetadas pela Fifa durante a Copa. O clube tenta reduzir o tamanho das placas de publicidade, a fim de melhorar a visão dos torcedores para o campo.

— Estamos negociando com a CBF e com a Rede Globo para diminuir a altura das placas de publicidade, pois são elas que prejudicam a visão dos torcedores que sentam nos locais que haviam sido interditados. Mas não são pontos cegos. Ponto cego é quando você não enxerga nada — afirmou a segunda vice-presidente do Inter, Diana Oliveira.

Volta das casamatas

As casamatas utilizada no Beira-Rio pela seleção campeã mundial, Alemanha, pela vice, Argentina, e pela terceira colocada, Holanda, foram retiradas. Os antigos reservados do Beira-Rio retornaram. Quem também sai de cena com o retorno do estádio ao Brasileirão é a tecnologia da linha do gol. As sete câmeras e a goleira equipada com sensores, que entraram para a história no gol de Benzema (dado contra, para o goleiro Noel Valladares, de Honduras), por ter sido o primeiro em que foi usado o sistema, já foram retiradas.

— É um sistema muito caro para ser contratado e mantido pelo clube. Ainda mais quando nenhum outro estádio de Copa o bancou para o Brasileirão — justificou o presidente do Inter, Giovanni Luigi.

Com estacionamentos

Sem as estruturas temporárias, utilizadas pela Fifa para o centro de imprensa e para os quiosques de eventos dos patrocinadores da Copa, o Inter abrirá novamente o estacionamento na Rua A, com capacidade para mil veículos (ao preço de R$ 20 para sócios e de R$ 30 para não-sócios). O edifício-garagem também voltará a ser utilizado, mas apenas dois dos três andares, pois no térreo ainda há muito material da Fifa. O preço é R$ 40.

Chuva nas primeiras filas

Uma questão sem solução é a chuva nas primeiras fileiras de cadeiras. A direção argumenta que não há o que fazer com relação a isto. A arquitetura do novo Beira-Rio não permite cobrir todas as arquibancadas. Na decisão das oitavas de final da Copa, entre Alemanha e Argélia, os voluntários precisaram secar até a 10ª fileira de cadeiras, na Inferior, que estavam molhadas por causa da chuva levada pelo vento. Caso isto se repita no Brasileirão, o Inter realocará os torcedores portadores de necessidades especiais nas áreas Vip e na Superior.

Para este domingo, a previsão é de tempo limpo e com sol. s 16h, horário do jogo, a temperatura deverá ser amena, na casa dos 22ºC.

Menos cadeiras no Gre-Nal

A principal mudança em vista para o Beira-Rio talvez seja o projeto de retirar ainda no primeiro turno do Brasileirão as cadeiras atrás dos gols — é possível que esta mudança já ocorra para o Gre-Nal de 10 de agosto. Assim, as torcidas organizadas teriam mais espaço para assistir aos jogos em pé — como ocorre com a Arquibancada Norte da Arena do Grêmio — o que não representará necessariamente o aumento da capacidade do Beira-Rio, tampouco a redução no valor do ingresso. O Inter alega ter um custo mínimo de R$ 250 mil para abrir o estádio a cada partida e não prevê diminuir o preço das entradas.

Estreia da setorização

O clássico com o Flamengo marcará ainda o início da setorização do Beira-Rio. Pela primeira vez, os sócios que trocaram ou adquiriram uma cadeira vão poder sentar no lugar escolhido. O único local que ainda não estará com as cadeiras personalizadas é o setor das Perpétuas. Como naquele espaço as 1,1 mil cadeiras haviam sido retiradas pela Fifa para a instalação da imprensa, elas foram recolocadas, mas ainda estão sem numeração. O Inter ainda tem 1,5 mil cadeiras à venda, com mensalidade variando entre R$ 140 e R$ 200.

Sem álcool

Os bares da Copa não existem mais. De volta à administração da BRio — empresa criada para cuidar da modernização do estádio —, dos 66 bares existentes, 55 estarão em funcionamento. Os demais ainda não foram comercializados pela administradora. E não haverá mais cerveja, uma liberalidade apenas para os tempos de Copa do Mundo.

Homenagens a Fernandão

As homenagens a Fernandão prosseguirão neste domingo. Assim como ocorreu diante do Corinthians, o Inter não utilizará a camisa 9, o número eternizado pelo ex-capitão, morto em acidente de helicóptero em 7 de junho. Wellington Paulista, o atual 9, usará a camisa 99. Haverá um minuto de silêncio antes da partida. Além disso, todos os jogadores colorados atuarão com uma tarja preta nas mangas das camisas. Mais: 30 mil máscaras com o rosto de Fernandão serão distribuídas para os torcedores.

Antes da partida, a viúva, Fernanda, entrará em campo e, no meio do gramado, receberá a camisa 9 com o nome de Fernandão às costas. Os filhos, Enzo e Eloá, ingressarão no gramado com os garotos do projeto Criança Colorada. Mas as homenagens ao ídolo não param por aí. A estátua de Fernandão começará a ser construída nas próximas semanas e será inaugurada em 17 de dezembro, a emblemática data na qual, em 2006, o Inter de Fernandão bateu o Barcelona por 1 a 0, em Yokohama, e sagrou-se campeão mundial. A imagem será a de Fernandão erguendo a taça do Mundial. A estátua ficará no pátio do Beira-Rio, próxima ao museu do clube.

Brasileirão — 11ª rodada — 20/7/2014

INTER

Dida; Wellington Silva, Paulão, Juan e Fabrício; Willians, Aránguiz, Claudio Winck (Jorge Henrique); Alan Patrick e D'Alessandro; Rafael Moura

Técnico: Abel Braga

FLAMENGO

Felipe; Leo Moura, Wallace, Chicão e André Santos; Recife, Luiz Antônio, Elano e Everton; Hernane e Alecsandro

Técnico: Ney Franco

Arbitragem: Sandro Meira Ricci (Fifa/MG), auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho (Fifa/SP) e Marcelo Van Gasse (Fifa/SP)

Horário: 16h

Local: Estádio Beira-Rio

Ingressos: Superior R$ 80 e Inferior R$ 100 (sócios têm 50% de desconto). Visitantes R$ 80

O jogo no ar: a Rádio Gaúcha abre a jornada às 15h.

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