Filhinho do papai

Claudio Winck marca no Gre-Nal e dá presente duplo ao pai

"Faz aniversário na terça-feira", diz o lateral após a vitória no clássico 402

11/08/2014 | 07h06
Claudio Winck marca no Gre-Nal e dá presente duplo ao pai Claudio Winck/Arquivo Pessoal
Foto: Claudio Winck / Arquivo Pessoal

Parece título de filme ufanista: "Faz o gol no clássico e vai comemorar o Dia dos Pais". Foi esse o roteiro de Cláudio Winck no primeiro Gre-Nal do novo Beira-Rio. A cena em velocidade começa quando ele, substituto de Wellington Silva na ala direita desde o intervalo, de repente aparece na ponta esquerda e recebe o passe de D'Alessandro no contra-ataque. Só Pará chega à sua frente, desesperado, e Winck dá-lhe um corte com o pé direito, apruma-se diante de Marcelo Grohe e conclui no contrapé do goleiro.

De tão eufórico, Winck tira a camisa, corre até a arquibancada e se deixa envolver pelos abraços dos torcedores enlouquecidos pelos 2 a 0, aos 38 minutos do segundo tempo. Preocupado, Wellington Paulista se juntou ao bolo de pessoas na mureta da arquibancada, na tentativa de resgatar o colega ao campo.

Ao final do jogo, Cláudio Winck saiu apressado pela zona mista e deixou para trás a glória do gol da vitória no primeiro Gre-Nal de sua carreira, aos 20 anos. Ainda comentou.

— Estou muito feliz. Quero dedicar esse gol ao meu pai, que estava aqui e faz aniversário na terça-feira — disse Winck, e saiu com o pai, Sérgio, em direção a Portão, onde moram, a 48 quilômetros de Porto Alegre.

Foram comemorar em casa, com a mãe Carla, e os manos Lucas, meia-atacante do Lajeadense, e Leonardo, jogador do Aimoré, de 19 anos. Deve ter recebido ligação do tio, Luiz Carlos Winck, hoje técnico do Lajeadense.

O Cláudio de hoje é o resultado de uma conversa com o técnico Abel Braga, logo na volta da folga da Copa do Mundo. Wellington Silva recém-havia chegado ao Beira-Rio e metia pressão na concorrência pela lateral direita. Nessa conversa, porém, Abel tratou de transformá-lo em jogador com a função de um meia.

A preocupação do técnico era com a suspensão de Wellington, por cartão, e com a impossibilidade de Aránguiz não retornar em condições após a Copa. Havia o Corinthians na semana após a Copa. À época, Abel justificou o investimento em Cláudio:

— Ele tem uma parte técnica acima do normal, tem boa estatura e bom passe, cabeceia, usa velocidade e conclui muito bem.

Foi esse último fundamento citado por Abel que apareceu na cena do gol. Desde a conversa com Abel, esse é o seu segundo gol. Já havia marcado contra o Corinthians, e agora acaba de encenar o gol do Dia dos Pais.

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