
O prazo dado por Diego Aguirre para fazer do Inter um time confiável expirou na cidade de Manta, no Equador. E o empate em 1 a 1, com final dramático, assistindo ao Emelec perder gol em cima de gol, mesmo com os colorados estando em maior número em campo, não convenceu. O presidente Vitorio Piffero retornou da viagem assegurando a permanência do treinador uruguaio. Aguirre ganha uma nova oportunidade.
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Aparentemente, tem 28 dias para provar que pode transformar um time de R$ 12 milhões em uma equipe forte e com chances de avançar na Libertadores. Em 16 de abril, o Inter terá a chance de assumir a primeira colocação do Grupo 4, caso vença a Universidad de Chile, em Santiago. A seguir, ZH elenca algumas das questões a ser aprimoradas no Inter de Aguirre.
Acertar o meio de campo
Talvez este seja o primeiro setor a ser remontado. Ou montado de vez. Nas quatro partidas da Libertadores, o Inter teve quatro meio-campos diferentes. Na estreia, em La Paz, ele foi montado com Nilton, Aránguiz, D'Alessandro, Anderson e Sasha. O técnico perdeu D'Alesandro e Anderson, ambos lesionados, é verdade. Mas foram entrando ao longo do torneio Nico Freitas, Alex e até Jorge Henrique. Aguirre parece não saber como utilizar ou otimizar o trio Nico/Nilton/Aránguiz. Terá a chance de formar o setor quando D'Alessandro voltar. Nestas quatro partidas da Libertadores, o treinador utilizou 19 jogadores.
Recuperar Anderson
A imprensa inglesa tratou a saída de Anderson, do Manchester United para o Inter, com ironias. Muitos perguntavam como algum clube ainda poderia investir no meia. No Beira-Rio, se espera muito de Anderson. Mas, até agora, as suas atuações foram frustrantes. Nem de perto lembra o Andershow de 10 anos atrás. Diego Aguirre já escalou o jogador como volante e como armador. Agora, precisará arrumar uma maneira para acertar o time com Anderson ou vice-versa e contrariar os ingleses.
Definir esquema
É possível também que a falta de regularidade do time em 2015 e as trôpegas apresentações sejam culpa de um sistema de jogo híbidro, mutante, indefinido. Já foi do 4-2-3-1 ao 3-6-1. O Inter ainda busca uma alternativa para seu elenco. O 3-5-2 utilizado contra o Aimoré ou mesmo o 3-6-1 que iniciou a partida contra o Emelec, no Equador, ainda se mostra instável e poderá ser trocado uma vez mais, dependendo do desempenho nas próximas partidas.
Mexer nas laterais
Os laterais/alas estão mal ou é o sistema de jogo que não os beneficia? Léo e Fabrício se repetem em fracas atuações na temporada. Em Manta, Léo ficou congelado observando a linha de passe do Emelec até chegar ao gol. Já Fabrício, foi o alvo preferido dos equatorianos. Os ataques massivos e orientados sobre a lateral-esquerda causaram danos na defesa colorada. Mas Aguirre os mantém como titulares. Winck e Alan Ruschel parecem relegados à casamata. Alex seria alternativa à lateral/ala esquerda. Basta o técnico ousar.
Aguirre no desembarque da delegação, na manhã desta quinta-feira
Foto: Ronaldo Bernardi/Agência RBS

Tic-tac, tic-tac...
O relógio está contra Diego Aguirre. Se é verdade que restam 28 dias para a próxima partida da Libertadores, também é certo que os sete jogos (sete, caso o Inter avance às semifinais) do Gauchão que separam o Inter da Universidad de Chile serão de pura pressão ao técnico uruguaio. Nem todos no Beira-Rio estão satisfeitos com o seu trabalho. E sugerem mudanças imediatas, citando Celso Roth e Mano Menezes. A sequência de Aguirre no Estadual tem Veranópolis, Avenida, União Frederiquense, Ypiranga, Passo Fundo e, a partir do dia 8 de abril, as quartas de final - em jogo único - e, se passar, o mata-mata da semifinal, nos dias 12 e 19 de abril.
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