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Arílson relembra duelo histórico com Santos pela Copa do Brasil: "Joguei no sacrifício, mas valeu"

Meia fez dois gols no tempo normal e um nos pênaltis na classificação colorada em 1997

Por: Rafael Diverio
19/10/2016 - 08h07min | Atualizada em 19/10/2016 - 18h26min
Arílson relembra duelo histórico com Santos pela Copa do Brasil: "Joguei no sacrifício, mas valeu" Valdir Friolin/Agencia RBS
Arílson no tempo normal e André, nos pênaltis, foram os heróis da classificação do Inter  Foto: Valdir Friolin / Agencia RBS

Reverter placar contra o Santos na Copa do Brasil não é novidade para o Inter. Em 1997, o time então treinado por um bigodudo Celso Roth levou 2 a 0 na Vila Belmiro, mas repetiu o placar a seu favor no Beira-Rio, com dois gols de Arílson, e levou a decisão para os pênaltis, quando brilhou a estrela do goleiro André, que defendeu três pênaltis. Veja os lances aqui.

Arílson ainda guarda as recordações deste duelo. O atual técnico do sub-20 do Aimoré conversou com Zero Hora sobre aquele dia memorável em sua carreira.

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Como foi a preparação para aquele jogo?
Estava machucado na partida de ida, não joguei. Passei todo o tempo tratando, fazendo fisioterapia nos três turnos. O fisioterapeuta do Inter estava no meu quarto, na concentração que ainda era no Beira-Rio, ele me acordava à meia-noite, às duas, às quatro, às seis da manhã, para fazer tratamento. Aquecemos com 12 porque eu não estava em condições. Então o doutor Paulo Rabelo me perguntou se estava com dor. Respondi: "não". Era mentira. Joguei no sacrifício, mas valeu a pena.

Foi um grande desempenho teu mesmo.
Minha melhor partida pelo Inter. Lembro que a torcida me aplaudiu no aquecimento, na hora que disseram nos alto-falantes: "Núúúmero deeeez: Arííílsooon". Então entrei bem, fiz um gol antecipando o Anderson Lima, de perna direita. Depois consegui aproveitar um rebote do Fabiano na entrada da pequena área, 2 a 0. Quase fizemos o terceiro ainda no tempo normal.

E nos pênaltis?
Fui o primeiro a bater. Caminhei do meio do campo até a marca do pênalti pensando que tinha jogado muito bem, com dores, feito dois gols, não podia errar a cobrança, senão tudo seria apagado. Na minha cabeça, levei um ano para cruzar o gramado. Arrumei a bola, olhei para o Zetti, que abriu os braços. O gol parecia ter meio metro. Resolvi onde ia chutar, ele pulou para o outro lado. Ali deu um alívio. Tinha feito três gols no jogo, né? Depois o André pegou três pênaltis. Foi uma baita vitória.

Como vê este duelo de quarta-feira, entre Inter e Santos?
O Inter vai poupar alguns titulares, sei que a prioridade é lutar para não cair. Mas a Copa do Brasil precisa ser valorizada, é um campeonato importante. Quem entrar em campo vai querer ganhar e mostrar para o Roth que pode atuar também no Brasileirão.

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