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Com D'Alessandro na plateia, Tite palestra sobre a evolução do futebol, no auditório da CBF

Além do técnico da Seleção Brasileira, Marcelo Bielsa e Fabio Capello ministraram os painéis da 2ª Semana de Evolução do Futebol

08/05/2017 - 12h08min | Atualizada em 08/05/2017 - 12h08min
Com D'Alessandro na plateia, Tite palestra sobre a evolução do futebol, no auditório da CBF Lucas Figueiredo / CBF/Divulgação/CBF/Divulgação
Foto: Lucas Figueiredo / CBF/Divulgação / CBF/Divulgação  

D'Alessandro teve pouco tempo para descansar. Depois de receber o troféu de vice-campeão gaúcho, o capitão do Inter despertou cedo e tomou um voo para o Rio de Janeiro. 

Lá, na sede da CBF, foi assistir às palestras do técnico da Seleção Brasileira, Tite, além dos painéis com o italiano Fabio Capello (ex-treinador das seleções da Itália, da Rússia, da Inglaterra, do Real Madrid, da Juventus e do Milan) e com o argentino Marcelo Bielsa (atual técnico da Lazio, e ex-seleção argentina).

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Tinga, Fábio Luciano, Elano, Mauro Silva, Carlos Alberto Parreira e o técnico do Falmengo, Zé Ricardo, foram outras das celebridades do futebol na plateia.

Tite iniciou a sua palestra apresentando gols emblemáticos da Seleção Brasileira de 1982, na abertura do Somos Futebol: 2ª Semana de Evolução do Futebol. As jogadas que resultaram nos gols de Sócrates e Junior, com passes geniais de Zico, são a inspiração a que Adenor Bachi recorre para moldar a atual Seleção Brasileira, dona de nove vitórias seguidas e já classificada para a Copa do Mundo de 2018.

– A essência do futebol é o atleta. É a sua criatividade. É a capacidade técnica do jogador – comentou Tite para justificar a apresentação dos lances de 82.

Para alcançar esse objetivo na Seleção Brasileira, Tite contou que se também se inspira e apoia no trabalho de cinco técnicos que comandaram a equipe brasileira: Rubens Minelli, Carlos Alberto Silva, Zagallo, Telê Santana e Ênio de Andrade.

Em seguida, o treinador iniciou a apresentação de um série de vídeos de jogadas recentes da Seleção Brasileira para exemplificar conceitos defensivos e ofensivos dos quais ele preconiza no decorrer de seu trabalho. Em cada slide, Tite explicava, por meio de terminologias usadas no dia a dia dos técnicos, como ¿pressão alta, média e baixa¿ e ¿divisão por zonas¿, suas estratégias para potencializar o talento dos atletas.

– Jogador tem que ter liberdade para colocar a criatividade no último terço do campo. Atacar com seis jogadores. Não estar preocupado com a defesa nesse momento – disse.

Tite também ressaltou sobre o processo de gestão que envolve a relação de técnicos com os atletas, a imprensa, a diretoria e a sua comissão. Entre conversas francas com atletas, como no dia em que conversou com Marcelo e Filipe Luis sobre competirem com lealdade pela vaga no time, e histórias de bastidores, Tite fez um apelo sobre a supervalorização da função de técnico de futebol no Brasil.

– Há uma supervalorização dos técnicos no Brasil. Não me iludo de estar classificado para Copa do Mundo. Não é o técnico o único responsável por isso. É toda uma estrutura onde cada um tem suas autonomias e méritos pela conquista. Não quero que os técnicos fiquem em média três meses no cargo. A gente quer tempo para trabalhar, não quer mídia – desabafou.

A aula do professor Tite terminou retomando à Seleção de 82 mais uma vez.

– Na Copa do 82, eu chorei no gol do Falcão. Futebol é isso. Dá para conciliar a beleza com o objetivo final – opinou antes de mostrar o seu último slide, o mais revelador.

Se a essência do futebol é o jogador, a essência do treinador Adenor Bachi se resume na frase:

¿Vencer ao custo de ser o mais competente... Merecer... Não a qualquer custo¿. 

*ZHESPORTES

 
 
 
 
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