Promessa cumprida

"Me sentia inválido, só agradeci a Deus", diz Alemão sobre atravessar o gramado de joelhos

Lateral recuperou-se de um edema ósseo em que o deixou no departamento médico por cinco meses

16/09/2017 - 20h10min | Atualizada em 16/09/2017 - 20h11min
"Me sentia inválido, só agradeci a Deus", diz Alemão sobre atravessar o gramado de joelhos Carlos Macedo/Agencia RBS
Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS  

A cena que emocionou jogadores e torcedores no Beira-Rio após o 3 a 0 do Inter sobre o Figueirense, na noite deste sábado, em que Alemão atravessa o gramado de joelhos, foi um agradecimento a Deus. O lateral está recuperado de uma lesão óssea que o deixou no departamento médico por cinco meses, desde o jogo contra o Caxias, no Gauchão. Na saída do estádio, Alemão falou sobre o momento que vivia, disse que se "sentia inválido" por não conseguir ajudar os companheiros e prometeu que, quando voltasse a jogar, faria a travessia: 

– Eu só agradeci a Deus, porque eu sofri muito durante esse período que estive lesionado, machucado. Foi uma lesão considerada grave, um edema ósseo. Conversava com Deus todos os dias para me dar força, uma vez que você está ali três meses e meio numa maca, vendo os seus companheiros ali fazendo o que amam. Me sentia inválido de não poder ajudar. Ainda mais em um momento difícil  que o Inter passava, mas eles retomaram. Estamos na liderança novamente.  Era mais agradecimento. Falei que na minha volta faria aquilo. Acho até pouco por tudo o que Deus faz por nós – disse Alemão. 

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O jogador explicou ainda como foi sua rotina durante o tempo em que recuperava-se do edema ósseo. A dificuldade, segundo ele, se deu por conta da lesão ser uma fissura no osso, o que levaria tempo para calcificar: 

– A princípio era um edema ósseo, que a gente não via fratura. Era uma fissura no osso, não existia tratamento específico. Voltei a treinar, dor me incomodava. Fazia fisioterapia de manhã, de tarde e à noite, em casa. Contusão foi complicada, era só o tempo. Não tinha previsão específica para volta. Quero aproveitar e agradecer todo o departamento médico por me ajudar – completou, para lembrar que durante a travessia, se emocionou também por conta das críticas que recebeu durante este período fora. 

O técnico Guto Ferreira, que havia deixado o gramado antes de o jogador cumprir a promessa, disse que viu a cena pela televisão direto do vestiário. Reforçou o espírito "guerreiro" de Alemão e falou sobre situações dos bastidores, em que o lateral dizia que não chegou ao Inter "para ficar encostado":

– É difícil. Eu me ponho na posição do jogador de futebol. Como o Alemão, que recebeu uma oportunidade ímpar, de se firmar ao chegar aqui. E teve uma contusão, um edema ósseo. Ficou seis meses sem jogar futebol.  Isso cria, gera um impasse na cabeça do jogador, traz uma situação de muita dificuldade para ele, de se jogar para baixo. Alemão sempre foi guerreiro, que fazia tratamento buscando superar. Por mais que você conversasse, ele se sentia mal, dizia que não veio para ficar encostado. Se sentia mal por não ajudar – finalizou o treinador colorado.

* ZHESPORTES


 
 
 
 
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