Perigo no Engenhão

Abel lamenta falta de gol em Porto Alegre

Treinador lembrou campanha com o Inter em 2006

09/05/2012 | 19h36
Abel lamenta falta de gol em Porto Alegre Dhavid Normando/Photocamera
Abel recordou decisão entre Inter e Libertad, em 2006 Foto: Dhavid Normando / Photocamera

Se depender de Abel Braga, um ciclo de conquistas internacionais será interrompido no Beira-Rio.

Iniciado justamente com o atual técnico do Fluminense, na Libertadores de 2006, o Inter soma seis anos e sete títulos continentais, mais o Mundial. Uma eliminação faria com que a sequência chegasse ao fim.

— Essa era vencedora do Inter não vai acabar por causa de um ano. O Inter estruturou-se para décadas vencedoras — reage Abel.

Elogios à parte, o treinador do Fluminense está disposto a seguir adiante da Libertadores. Abel chegou a lembrar a dura semifinal entre Inter e Libertad, em 2006, para comparar com a decisão desta noite, no Engenhão. Assim como agora, naquela semifinal, Abel havia obtido um 0 a 0, no jogo de ida, em Assunção, e dependia de uma vitória para avançar à final. Em casa, ganhou por 2 a 0, com muito sofrimento.

— Para evitar esse sofrimento, e os dois times passarão por um sofrimento brutal no Engenhão, é que precisávamos de um gol em Porto Alegre — lamentou.

As citações ao Inter não ocorrem ao acaso. Aliás, o Fluminense é o mais gaúcho dos clubes fora do Rio Grande do Sul. Além de Abel, Leomir e Robertinho, a comissão técnica que comandou o Inter anos atrás, há, nas Laranjeiras, Sobis, Edinho e Gum, os dois primeiros, nomes históricos do clube.

— Há muito da cultura de Inter e Grêmio aqui — assegura o diretor executivo de futebol do Fluminense, o gaúcho Rodrigo Caetano. — Todos têm muita admiração pelo Inter, muito pelo legado de seriedade e de organização — acrescentou.

Ainda que Abel tente conter a empolgação da torcida, a goleada de 4 a 1 do Fluminense sobre o Botafogo, que apontou o título estadual para as Laranjeiras, fez com que os tricolores andassem com orgulho pelas ruas com as suas camisetas em verde, branco e grená. Há entusiasmo nas arquibancadas. Restam menos de mil ingressos à venda. A previsão é de que sejam esgotados horas antes do jogo.

— O Fluminense montou um timaço outra vez. Vamos passar pelo Inter e ir à final outra vez — aposta Rodrigo Escobar, 21 anos, que acabava de adquirir a entrada nas bilheterias das Laranjeiras.

O entusiasmo dos torcedores tem um outro motivo, além da boa equipe de Fluminense. A torcida sonha em ver a taça da Libertadores inaugurando o novo museu do clube, na imponente sede das Laranjeiras. A previsão é de que ele fique pronto em 40 dias, quando a Libertadores estará chegando às finais. Há grande esperança nas Laranjeiras, mas há o Inter no caminho.

 
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