Brasileiros apostam no preparo físico no Rali Dacar

24/12/2005 | 17h23

Além de habilidade ao volante, é preciso uma excelente preparação física para disputar o Rali Dacar, a maior e mais perigosa prova off-road do mundo. Quem garante são os membros da equipe brasileira, que realizam um intenso treinamento durante todo o ano para serem capazes de suportar os 16 dias de pilotagem sob um calor de até 55 graus no dia e um frio abaixo de zero à noite.

– Se o rali acaba no dia 15, no dia 20 nós já estamos nos preparando para a próxima edição – explica o piloto de carros Klever Kolberg, 43 anos, que nada 1,1 km, corre 6 km, e pedala 20 km três vezes por semana, além dos 30.000 km de pilotagem e a preparação feita em academias de musculação, onde a ênfase é dada para exercícios aeróbicos e de resistência.

Piloto de caminhões da equipe, André Azevedo, 46 anos, cumpre rotina semelhante. Já a preparação do piloto de motos Jean Azevedo, 31 anos, é ainda mais intensa, já que a pilotagem nas motos exige um esforço físico consideravelmente maior.

– No Dacar, a resistência física faz a diferença na hora em que o cansaço bate forte e te deixa vulnerável a erros. Quanto mais bem preparado você estiver, sua velocidade de resposta é mais alta, os reflexos permanecem rápidos e a chance de acontecer um acidente diminui – explica o piloto.

Jean corre 6 km quatro vezes por semana, pedala outros 30 km três vezes no mesmo período, e faz de três a quatro horas de exercícios físicos na academia, além de outras duas a seis horas de pilotagem, quatro vezes por semana, que totalizam cerca de 400.000 km percorridos apenas no treinamento.

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