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De 17 obras da Copa, apenas sete saíram do papel em Porto Alegre

Maioria dos projetos previstos para a Capital segue presa à burocracia

24/05/2012 | 05h43
De 17 obras da Copa, apenas sete saíram do papel em Porto Alegre Lauro Alves/Agencia RBS
Corredor de ônibus da Protásio Alves é uma das obras já iniciadas na Capital, mas a maioria continua apenas no papel Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

Razões como a demora na confecção de projetos de engenharia, o peso da burocracia estatal, contestações da população e ações judiciais de empresas que perderam licitações atrasam o início das obras da Copa 2014 em Porto Alegre.

Na Capital, apenas sete dos 17 projetos consideradas fundamentais para o Mundial estão em andamento – ou seja, 60% das obras ainda seguem no papel.

Na quarta-feira, em Brasília, cinco ministros divulgaram um balanço semestral. No país, ainda faltam começar 40% das obras em aeroportos e mobilidade urbana. Cerca de 10% dos R$ 27 bilhões em dinheiro público previstos para financiar os projetos nacionalmente foram utilizados até agora, a dois anos e 20 dias do Mundial. Mesmo que os atuais cronogramas sejam cumpridos, 15% das obras do país já têm previsão de conclusão em 2014, às vésperas dos jogos.

Em Porto Alegre, o quadro poderia ser diferente caso o cronograma utilizado em dezembro pelo setor público tivesse sido cumprido. Na época, a meta era que oito obras tivessem se iniciado na cidade, mas apenas o recapeamento dos corredores da Bento Gonçalves e da Protásio Alves para receber linhas rápidas de ônibus (BRT) saiu das pranchetas.

Nos projetos da duplicação da Voluntários da Pátria e do complexo da Rodoviária, os contratos não foram assinados por conta de recursos judiciais. Na Anita Garibaldi, moradores pediram a preservação de 33 árvores que seriam derrubadas com a trincheira sob a Terceira Perimetral. A contratação de um estudo para realocar as plantas custou dois meses.

— As obras são feitas dentro de uma cidade viva e estamos sujeitos a esse percalço. emos dois anos para concluir tudo. É um desafio, mas administrável — garante o secretário Urbano Schmitt, que acumula as pastas da Gestão e da Copa na Capital.

No momento, uma obra já tem previsão de término para depois do Mundial de 2014: o viaduto estaiado no cruzamento da Bento Gonçalves e da Terceira Perimetral. Com início previsto para julho e 24 meses de construção, será inaugurado após a final da competição. A prefeitura ainda tentará acelerar a obra junto à construtora.

— Porém, nosso foco é o legado que as obras deixarão. Não vamos sacrificar a qualidade para deixar o viaduto pronto até a Copa — avisa Schmitt

Em gráfico, veja como está o andamento de cada obra:

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