Na pressão

Em jogo nervoso, Corinthians segura o empate contra o Emelec

Time paulista segurou a pressão e saiu sem levar gols no duelo em Guayaquil

03/05/2012 | 00h06
Em jogo nervoso, Corinthians segura o empate contra o Emelec  RODRIGO BUENDIA/AFP/
Quem vencer o duelo da próxima quarta-feira, fica com a vaga para as quartas Foto: RODRIGO BUENDIA/AFP

Em um jogo de arbitragem para lá de polêmica, o Corinthians conseguiu um importante empate por 0 a 0 contra o Emelec, em Guayaquil, no Equador, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores. Com um jogador a menos desde o começo do segundo tempo, os corintianos suportaram a pressão dos donos da casa. Agora a decisão fica para o Pacaembu.

Quem vencer o duelo da próxima quarta-feira, fica com a vaga para as quartas. No caso de empate com gols, o time equatoriano avança. Um novo 0 a 0 leva a decisão para os pênaltis.

A aposta do Timão em Guayaquil era no contra-ataque. Um dia antes do duelo, Tite fez um treino específico com Jorge Henrique e Emerson Sheik, que atuam abertos na linha de três meias do 4-2-3-1. O comandante apostava na velocidade da dupla para marcar gols fora de casa. Já pelos lados do Emelec, as esperanças estavam voltadas para o atacante Figueroa. Com três gols na fase de grupos, o argentino é arma letal nas jogadas aéreas.

O jogo

A primeira etapa foi bastante equilibrada. Recuado, o Corinthians suportou bem as tentativas de pressão dos equatorianos nos minutos iniciais. Chicão e Leandro Castán, atentos à frente da área, se destacavam pelos cortes precisos. Como era de esperado, o Emelec limitava-se a cruzar bolas na área. Era chegar um pouquinho mais perto da área, que lá vinha chuveirinho.

Com o passar do tempo, os corintianos se soltaram mais. Emerson Sheik, aberto pela esquerda, passava a ser a válvula escape alvinegra. As principais chances vieram por ali. Em uma delas, aos 35, ele fez bela jogada individual e tentou surpreender o goleiro Dreer. O chute firme passou perto da meta.

Com alguns escanteios e faltas pelos lados do campo, o time paulista também se arriscava nos cruzamentos. Em um deles, Castán quase completou de cabeça. Marcando muitas faltas para o time da casa, que cansou de levantar bolas ofensivas de todas partes do campo, o árbitro José Buitrago também era motivo de reclamações por parte do Corinthians.

O controle do jogo os alvinegros tiveram no primeiro tempo foi para o espaço. Precisando do resultado, os equatorianos foram para a pressão. Irritado com a arbitragem, a equipe de Tite começou a se perder no jogo. O nervosismo veio à tona aos 7 minutos. Jorge Henrique fez falta, tomou seu segundo amarelo e foi para o chuveiro. As coisas ficavam mais difíceis.

Na pressão, o time da casa quase chegou ao primeiro com Valência. O meia bateu firme a falta e a bola foi no travessão de Cássio.

E os cruzamentos continuavam. Com eles o goleiro corintiano ia se destacando na partida. Muito seguro, o camisa 24 ganhava todas as bolas pelo alto. Ainda deu tempo de Cássio fazer linda defesa a queima roupa aos 38. Apesar da grande pressão até os minutos finais, o Timão conseguiu sair com o empate. A decisão fica para o Pacaembu.

 
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