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Em Paris, entusiasmo com a Copa não é tão grande quanto na Holanda

Repórter da Rádio Gaúcha acompanha a preparação das seleções que atuarão na Capital

03/03/2014 | 19h01

O destino agora é Paris. Até quarta, estarei na Cidade Luz acompanhando a preparação da torcida francesa para a Copa e a expectativa dos franceses que visitarão Porto Alegre no dia 15 de junho, para a estreia da França no Mundial, contra Honduras, no Beira-Rio. A cobertura termina na quarta, com o amistoso entre França e Holanda.

Que diferença...
Fiz na manhã desta segunda-feira o trajeto entre Amsterdã e Paris, de avião. A viagem serviu para analisar os aeroportos europeus e as diferenças que os torcedores vão notar quando desembarcarem no Brasil. E não serão poucas. O aeroporto de Schipol, em Amsterdã, é quase totalmente eletrônico.

Tanto o check-in e a emissão do cartão de embarque quanto o despacho de bagagem são feitos pelo próprio passageiro, sem a necessidade de se apresentar para os funcionários da companhia aérea. O voo entre Amsterdã e Paris dura pouco mais de uma hora. O desembarque no famoso aeroporto francês Charles de Gaulle é uma experiência única para quem está acostumado com os aeroportos brasileiros.

O pouso ocorreu às 13h40min (horário europeu), cinco minutos antes do previsto. O trajeto entre a aeronave e a esteira de bagagem durou apenas seis minutos. As malas demoraram um pouco mais: um painel eletrônico avisava que elas chegariam às 13h56, mas só apareceram dez minutos depois.

Menos entusiasmo
Na Holanda, a torcida aparentava um entusiasmo único para a Copa do Mundo, embora lá houvesse uma desconfiança com o desempenho do time holandês. Na França, é exatamente o contrário. O clima de festa deve ser menor e menos torcedores devem viajar ao Brasil, segundo estimativas oficiais. De acordo com a KNVB, 5 mil holandeses estarão em Porto Alegre. Segundo o instituto Aliança Francesa, da Capital, serão 2,5 mil franceses na cidade durante o Mundial.

Confiança
Os franceses gostam de lembrar dos duelos contra o Brasil em Copas do Mundo. E apostam nisso para vencer em 2014. A França eliminou o Brasil em 1986, 1998 e 2006. E quer repetir a dose em solo brasileiro.
 
— Se o Brasil quiser ser campeão mundial, tem que torcer para não enfrentar a França. Se isso ocorrer, sem chance para vocês _ diverte-se o taxista Dedé Genevois, que me conduziu do aeroporto Charles de Gaulle ao hotel.

Promessa
A grande revelação hoje na seleção francesa chama-se Antoine Griezmann. O atacante de 22 anos, do Real Sociedad, foi chamado pela primeira vez para o amistoso de amanhã, contra a Holanda.

— Griezmann pode jogar em mais de uma posição, tem velocidade e mobilidade. Chamei ele pela performance que demonstrou pelo Real Sociedad. Ele fez por merecer — disse o técnico Didier Deschamps.

Os números de Griezmann são impressionantes. O jovem conseguiu fazer o mesmo número de gols que o argentino Lionel Messi, do Barcelona. Ambos marcaram 15 vezes em 26 partidas no Campeonato Espanhol e dividem a quarta colocação na artilharia, ao lado do também francês Karim Benzema, do Real Madrid.

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