Evolução

Novo estádio do Palmeiras já tem desenho das cadeiras definido

Assentos serão em três cores: branco, verde claro e verde escuro

25/03/2014 | 09h06
Novo estádio do Palmeiras já tem desenho das cadeiras definido Allianz Parque/Divulgação/
Foto: Allianz Parque/Divulgação

WTorre e Palmeiras travam uma longa batalha para ver quem tem razão na briga pela comercialização dos assentos na Allianz Parque. Enquanto isso, a construtora corre para conseguir entregar tudo dentro do prazo e já decidiu como ficará a disposição das cadeiras na arena. As cadeiras terão três cores: branca, verde claro e verde escuro e, pela distribuição dos assentos, criou-se desenhos que podem ser vistos de cima, como acontece nos principais estádios da Europa.

A montagem da estrutura onde as cadeiras serão encaixadas está praticamente pronta, restando a instalação em poucos setores. A construtora pretende começar a montar as cadeiras na primeira quinzena de abril e tudo deve estar pronto até junho. Lembrando que a previsão é que a obra esteja 100% concretizada em julho - atualmente, a construção está 85% concluída, segundo a Wtorre.

Ao longo do estádio terão cadeiras estofadas com e sem braço. Elas serão confeccionadas em polipropileno de alto impacto e com suportes em poliamida reforçada com fibra de vidro. O assento e encosto serão produzidos por sistema de injeção assistida por gás, o que possibilita melhor acabamento, resistência, diminuição do peso e durabilidade.

Para evitar que a cadeira se torne uma arma para vândalos, entre a capa e a espuma existe uma camada composta por lã de vidro à prova de fogo. No total, serão colocados mais de 43.500 assentos - todos serão retráteis, com sistema de abre e fecha, parecido com as que existem em cinemas e teatros.

A manutenção desses assentos, assim como de toda a arena, é de responsabilidade da WTorre. No setor onde deve ficar as torcidas organizadas - anel inferior -, serão colocadas cadeiras fixas, para atender às exigências da Fifa para que o estádio fique dentro de seu padrão.
 
DISPUTA VAI LONGE — Este, inclusive, foi um dos pontos de discórdia entre construtora e clube, já que o Palmeiras deseja que o setor das organizadas tivesse cadeiras removíveis para que os torcedores tivessem mais espaço para transitar e pular durante as partidas.

A disputa para saber quem tem razão na venda das cadeiras continua. A WTorre diz que é responsável por 100% dos assentos, enquanto o Palmeiras alega que a construtora é responsável por apenas 10 mil lugares. A decisão está por conta da Câmara Fundação Getúlio Vargas de Conciliação e Arbitragem, que pode levar até dois anos para decidir.

O Palmeiras elegeu Carlos Alberto Carmona, professor de Direito Processual da USP, para representá-lo na discussão. Enquanto isso, a empresa aposta em Pedro Batista Martins, coautor da Leia de Arbitragem.

Ambos escolherão nos próximos dias um terceiro árbitro que será o presidente do caso e juntos vão decidir quem tem razão na história.

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