A palavra dos técnicos

Brasil-Far e Ypiranga abrem a final do primeiro turno da Divisão de Acesso

Vencedor garante lugar no Gauchão em 2015

03/04/2014 | 07h57
Brasil-Far e Ypiranga abrem a final do primeiro turno da Divisão de Acesso Montagem sobre fotos de Ypiranga/Divulgação e Leo Munhoz/Agência RBS/
Leocir e Suca comandam Ypiranga e Brasil na final do primeiro turno da Divisão de Acesso Foto: Montagem sobre fotos de Ypiranga/Divulgação e Leo Munhoz/Agência RBS

Ypiranga e Brasil-Far figuram entre os clubes mais tradicionais no futebol do Rio Grande do Sul. Hoje, às 19h, no Estádio das Castanheiras, começam a busca pelo renascimento entre os grandes. A final do primeiro turno da Divisão de Acesso, que termina com o segundo jogo na próxima quarta-feira, no Colosso da Lagoa, garante o vencedor na elite estadual em 2015.
Zero Hora conversou com os dois técnicos.

Três perguntas para:

Leocir Dall'Astra, técnico do Ypiranga

Zero Hora — Há responsabilidade por ter a melhor campanha?
Leocir Dall'Astra —
Nós temos uma responsabilidade maior, sim, mas não pela campanha, e sim pela estrutura do Ypiranga, pela sua torcida, que já demonstrou estar ao lado do time. Isso é uma responsabilidade. Mas o Brasil-Far também tem uma boa estrutura, é uma cidade que já disputou a primeira divisão e sabe como isso é importante. As duas equipes vão brigar de igual para igual e quem tiver uma atenção maior vai ganhar.

ZH — Como vencer o Brasil-Far?
Leocir —
É jogar com a mesma postura que estamos jogando até agora. Mesmo quando troca algum jogador, a equipe consegue manter o mesmo nível e a mesma postura. Mesmo fora de cara, temos que propor o jogo, fazer com que o adversário sinta que tem um rival qualificado, que almeja e sonha em conquistar o acesso.

ZH — O Ypiranga está estruturado para jogar a primeira divisão?
Leocir —
O Ypiranga, não de agora, já vem de estrutura de muito tempo. Se tiver a felicidade de conseguir o acesso, já tem bom gramado, um bom estádio, bons vestiários. Lógico que tem que modernizar um pouco, mas hoje tem todos os predicados para, no caso de acesso, trabalhar apenas na montagem de elenco. Mas ainda é muito cedo para pensar nisso, temos 180 minutos pela frente e o Brasil-Far chegou aonde chegou por ter trabalhado duro.

Suca, técnico do Brasil-Far

Zero Hora — Há um peso por enfrentar a melhor campanha?
Suca —
Chega nesse momento, essas coisas não têm peso tão diferente. Se chegamos à decisão, foi por mérito. A diferença é que eles jogaram em casa nas partidas eliminatórias. Mas agora, na decisão, é um jogo em casa e outro fora, então estamos em igualdade de condições.

ZH — Como vencer o Ypiranga?
Suca —
Eu vejo que o Ypiranga, das equipes que a gente teve pela frente, é uma das melhores, tem velocidade. Mas chegamos à final, precisamos acreditar na nossa capacidade, no que nós podemos e devemos fazer. A fórmula, principalmente antes do jogo, não se tem. Talvez possa ter alguma alteração, mas o que não podemos é perder o espírito da competição. É uma competição diferente. Só o jogo não é suficiente, tem que ter algo a mais na nossa postura.

ZH — O Brasil-Far está estruturado para jogar a primeira divisão?
Suca —
Sim, com certeza. O Brasil tem uma estrutura de logística de trabalho muito boa. Talvez precise, e já tem projeto para isso, é aumentar a capacidade do estádio, melhorar em alguns aspectos. Mas a estrutura profissional é melhor inclusive que a de muitos clubes de primeira divisão em que eu já passei.

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