O retorno

Polícia Federal testa novo modelo de caxirola

Um protótipo do produto, mais inofensivo do que o modelo anterior, está sob análise, mas ainda assim é alvo de desconfiança dos peritos

28/04/2014 | 21h01

A caxirola, o chocalho bolado por Carlinhos Brown para ser o instrumento oficial da Copa do Mundo no Brasil, não desistiu de entrar nas arenas do Mundial.

Está sob análise da Polícia Federal um novo protótipo do produto, mais inofensivo do que o modelo anterior, mas ainda assim alvo de desconfiança dos peritos.

Embora sem autorização para fotos, ZH teve acesso ao novo modelo. Mais alta do que a anterior (de 15cm) e um pouco mais larga, a caxirola 2.0 se assemelha a um pequeno joão-bobo. Vem com um bocal para ser inflada pelo próprio torcedor (como uma boia infantil) e para em pé sobre uma pequena base acolchoada. O encaixe dos dedos passa a ser de um plástico mole, não podendo mais ser usado como soco-inglês.

O barulho segue semelhante ao modelo anterior. Reside aí um dos problemas. O farfalhar é provocado por pequenas esferas metal, costuradas dentro de uma almofadinha na superfície do instrumento. Embora fiquem inacessíveis ao torcedor — exceto a um com muito espírito de porco —, é com essas bolinhas metálicas que a Polícia Federal implica.

Outro problema do novo modelo é se alguém resolver enchê-la com um líquido em vez de ar. Nesse caso, a caxirola se tornaria muito mais pesada e potencialmente mais arremessável e perigosa. Nada que se compare, no entanto, ao modelo anterior.

Em um teste realizado pela Polícia Federal, a primeira caxirola, de plástico enrijecido, foi arremessada das arquibancadas mais altas do segundo arco do Estádio Mané Garrincha, em Brasília. O resultado foi que, se atingir a cabeça de uma pessoa, a chance de o objeto causar traumatismo craniano é de 80%.

— Nesse caso, o Carlinhos Brown que me desculpe — declarou um comandante da Polícia Federal.

Inspirado no caxixi, um chocalho utilizado na capoeira, a caxirola foi licenciada como produto oficial, e segue à venda por R$ 29,90 no site da Fifa (já foi R$ 39,90). A ideia era ser para o Brasil o que a vuvuzela foi para os sul-africanos, em 2010. Porém, o chocalho saiu de cena após incidente em um clássico entre Bahia e Vitória na Arena Fonte Nova, em abril de 2013. Distribuídas gratuitamente a 50 mil torcedores, as caxirolas terminaram arremessadas no gramado diante da revolta com o desempenho do tricolor baiano. O fiasco fez com que a caxirola fosse barrada dos estádios já na Copa das Confederações.

Com o primeiro modelo à venda. mas barrado dos estádios por motivo de segurança, um novo protótipo de caxirola passa por perícia na Polícia Federal. Confira as diferenças abaixo:

 

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