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Valcke faz novo alerta para Copa: "Não estamos totalmente prontos"

Com uma série de problemas, estádios como o Itaquerão e a Arena da Baixada tem previsão de entrega apenas em maio

03/04/2014 | 15h38

Faltando cerca de dois meses para o início da Copa do Mundo a Fifa admite que o Brasil "não está totalmente pronto". Em declarações dadas durante visita à África do Sul, o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, voltou a fazer um alerta sobre a preparação brasileira, lembrando que ainda existem estádios em obras.

— Se você quer que eu resuma, não estamos prontos —, disse Valcke. Os principais problemas, atualmente, são na construção do Itaquerão, em São Paulo, e da Arena da Baixada, em Curitiba, cuja previsão é de entrega apenas em maio. Além disso, é preciso resolver a questão das estruturas provisórias no entorno do Beira-Rio, em Porto Alegre.

— Em Porto Alegre, um acordo foi feito entre as diferentes partes para garantir que as instalações temporárias sejam financiadas, então agora é mais a implementação dessas decisões —, comentou Valcke, que também lamentou a recente morte de um operário nas obras das arquibancadas provisórias do Itaquerão, ocorrida no sábado.

— Em São Paulo é triste porque um trabalhador morreu há poucos dias e o resultado é que o trabalho foi interrompido dentro do estádio, onde muitas coisas precisam ser feitas —, afirmou Valcke, citando o acidente fatal com o operário Fábio Hamilton da Cruz, de 23 anos, que caiu durante a instalação das arquibancadas móveis do estádio.

Valcke também disse que não há como postergar mais nada. "Não há como adiar o jogo de abertura. Temos um calendário e ele vai até o dia 13 de julho. Portanto, não há como ter atrasos", avisou. — Talvez teremos coisas que não estarão totalmente prontas no começo da Copa. Mas o mais importante para os 32 times são os CTs e campos e isso estará lá para garantir que teremos futebol. —

Outro alerta de Valcke se refere à parte de tecnologia. — Precisamos ter certeza de que teremos todos os sistemas de telecomunicação implementados para a imprensa, todas as estruturas necessárias para passar de um estádio normal para um estádio de Copa —, explicou. — Não temos escolha. Temos de garantir que se não temos tudo a 100%, teremos 99,99% e é nisso que estamos trabalhando. —

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