Resposta

Advogado de Dunga rebate reportagem e nega atuação do técnico como empresário

Vitor Scheid afirma que seu cliente recebeu por apresentar Paulo César Carpegiani, proprietário do RS Futebol em 2004, ao agente Antonio Caliendo

25/07/2014 | 18h16
Advogado de Dunga rebate reportagem e nega atuação do técnico como empresário VANDERLEI ALMEIDA/AFP
Foto: VANDERLEI ALMEIDA / AFP

O advogado de Dunga, Vitor Scheid, contestou reportagem publicada no site da ESPN que apontou a suposta atuação do técnico como empresário em uma transação de 2004. Na época, de acordo com o representante do treinador, ele recebeu pouco mais de R$ 400 mil por apresentar Paulo César Carpegiani, um dos proprietários do RS Futebol, a Antonio Caliendo, empresário italiano que representou o  grupo de investidores IPC na contratação do meia Ederson.

Scheid também contesta a ligação que a reportagem estabelece entre Dunga e a World Champions Club (WCC), conhecida empresa de agenciamento de jogadores. De acordo com o advogado, Dunga teve vínculo com a WCC na época de jogador. A ESPN apontou o destaque do técnico no site da empresa como "um dos nossos últimos clientes".

— O fato de aparecer no site é uma questão comercial deles. Assim como apareceu o Maicon, o Schillaci. Não significa que o Dunga ainda tenha vínculo — afirmou.

Jornal revela cobrança a Dunga pela Receita Federal

Nesta sexta-feira, o jornal Folha de São Paulo revelou que a Receita Federal cobra R$ 907 mil de Dunga por Imposto de Renda supostamente não pago (R$ 325 mil), mais duas multas e juros acumulados. O técnico da Seleção perdeu na instância interna da Receita e teve recurso rejeitado no Conselho Administrativo de Recursos Ficais (Carf) do Ministério da Fazenda. Scheid se manifestou sobre a reportagem.

— Cabe salientar que tal processo é protegido pelo sigilo fiscal e bancário do contribuinte, com previsão legal pela Constituição Federal e pelo CTN (Código Tributário Nacional), portanto, tal vazamento de informação, além de ilegal, expõe o cliente a várias circunstâncias, dentre elas a fome por notícia sem fundamento — contesta.

Em 2002, Dunga teria recebido valor de US$ 270 mil em uma conta no Exterior do Banco do Brasil. O treinador alega que o montante é referente a empréstimo que fez ao Júbilo Iwata, clube que defendeu no Japão entre 1995 e 1998. De acordo com o técnico, não houve acréscimo patrimonial, já que os mesmos US$ 270 mil foram pagos pelo clube quatro anos depois, razão pela qual o valor não consta da declaração.

O empréstimo teria sido feito para pagar os direitos de imagem do próprio Dunga, que à época pertenciam ao IPC. O técnico apresentou três recibos emitidos pela empresa de marketing, mas de acordo com a reportagem, a Receita não os aceitou por não estarem numerados e serem redigidos em português. O IPC tem sede em Mônaco.

O processo ainda está em fase administrativa e aguarda julgamento em última instância no Carf. Dunga poderá recorrer à Justiça Federal em caso de decisão desfavorável.

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