Copa do Brasil

Juba: "Pedi para chutar a bola ao gol"

Atacante marcou o gol que deu a vaga no campo ao Novo Hamburgo contra o ABC

31/07/2014 | 23h20
Juba: "Pedi para chutar a bola ao gol" Giovani Jr./ECNH/Divulgação
Explosão do goleador pode ser frustrada nos tribunais Foto: Giovani Jr./ECNH / Divulgação

Não foi nem uma cabeceada certeira. A bola foi meio enviesada, de revesgueio. Mas aquele gol de Juba, diante do ABC-RN, aos 46 minutos do segundo tempo, que classificou, em campo, o Novo Hamburgo para as oitavas de final da Copa do Brasil rendeu ao atacante. Agora, o clube corre risco de perder no tribunal.

Aos 29 anos, o paranaense que vive no Rio Grande do Sul desde 2006, e que comandou a artilharia do Gauchão de 2012 até a última rodada (quando Leandro Damião marcou contra o Caxias e tirou-lhe a honraria) ainda sonha com o Exterior. O lance de quarta-feira foi repetido ao longo da quinta, e seu apelido (o nome verdadeiro é Juberci) foi falado por diversas vozes em todos os canais. Por isso, aguarda seu telefone tocar para mais do que entrevistas sobre o momento que levou o time gaúcho à fase final da competição nacional.

Quer uma chance em um clube maior — ainda que todo o tempo repita seu contentamento por estar no Novo Hamburgo. E também quer um contrato de temporada. "Até hoje, nunca fiquei mais de um ano no mesmo time."

Como tem sido o dia seguinte ao gol?
Ótimo. É uma felicidade enorme. Todo jogador sonha em fazer o gol da classificação, ainda mais nos acréscimos. Ontem (quarta) estávamos apreensivos com os pênaltis, que estavam chegando. Fazer aquele gol foi viver o sonho.

Aquela falta foi ensaiada ou era desespero por ser o último lance?
Sofri a falta e pedi para o (Felipe) Athirson: "acerta o gol, acerta o gol". O time deles ficou em linha, perto da área. Achei que eles sairiam para nos deixar em impedimento e fiquei mais longe. Corri por trás de todo mundo e a bola foi chegando, chegando. Quando vi, estava em cima de mim. Nem consegui fazer o movimento direito. A bola pegou no ombro e enganou o goleiro.

Como vocês estão vendo essa Copa do Brasil? É tipo o 15 de Campo Bom de 2004?
Não pensamos em repetir a campanha deles (a equipe chegou às semifinais). Mas lembramos do que eles fizeram, usamos como motivação. Estamos muito fechados, o ambiente é ótimo e o Itamar Schulle nos dá muita liberdade. Acho que esse é o segredo.

Alguma preferência na próxima fase? Grêmio, por ser daqui, Corinthians e Flamengo pela visibilidade, Cruzeiro pelo momento...
Todos os adversários são difíceis. Não tem como escolher. Claro que alguém que estiver na ponta de cima do Brasileirão deve ser mais complicado.

Falando na visibilidade, ainda pensa em usar a competição para um contrato melhor?
Claro, me esforço muito para isso. Até hoje, nunca consegui ficar mais de um ano no mesmo time. O Novo Hamburgo tem uma grande estrutura, prova é que é o único clube sem estar em alguma série que chegou às oitavas de final. Mas é bom tentar uma estabilidade, disputar outras competições. Ainda penso nisso. O Kempes, que jogou aqui no Novo Hamburgo, foi aos 31 anos para o América-MG, virou artilheiro nacional e conseguiu contratos melhores. Não podemos desistir.

VEJA TAMBÉM

     
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.