Barrado com tornozeleira

Líder da Popular do Inter terá de usar tornozeleira eletrônica

Proibido de frequentar estádios de futebol, Gilberto Bittencourt Viégas, o Giba, descumpriu a medida na partida contra o Flamengo

21/07/2014 | 13h55
Líder da Popular do Inter terá de usar tornozeleira eletrônica Pedro Moreira/Agencia RBS
De acordo com a Promotoria do Torcedor do Ministério Público (MP), Giba assinou um boletim de ocorrência por desobediência e foi intimado a comparecer em cartório para a colocação da tornozeleira Foto: Pedro Moreira / Agencia RBS

Impedido de frequentar estádios de futebol após se envolver em uma briga em Novo Hamburgo em setembro de 2013, o líder da torcida Guarda Popular do Inter, Gilberto Bittencourt Viégas, o Giba, descumpriu a ordem judicial na partida do último domingo contra o Flamengo e terá de usar tornozeleira eletrônica. Flagrado dentro do Beira-Rio, ele foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).

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De acordo com a Promotoria do Torcedor do Ministério Público (MP), Giba assinou um boletim de ocorrência por desobediência e foi intimado a comparecer em cartório para a colocação do equipamento de controle. Se descumprir a determinação, terá a prisão preventiva decretada.

– Foi um descuido da minha parte por falta de conhecimento. Eu achei que a proibição tinha acabado com o fim da Copa do Mundo. Não foi e acabei sendo punido mais uma vez. Diante disso, estou de acordo com a decisão – afirma.

Durante a Copa do Mundo, Giba foi proibido de ver as cinco partidas no Beira-Rio e não pode acompanhar a Argentina em outras sedes. Isso porque ele havia falado que receberia um grupo de barra bravas em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana. O líder da Popular teve de se apresentar à Polícia Civil nos dias de jogos na Capital.

No mês passado, Giba foi baleado pela Brigada Militar próximo ao estádio do Internacional. De acordo com o setor de inteligência da polícia, ele estava em um carro com mais três pessoas quando foi abordado em uma rua transversal à Avenida Padre Cacique. Os policiais alegaram que ele fugiu.

Desde abril de 2008, foram registrados 1014 atendimentos nos postos do Jecrim no Beira-Rio (440), Olímpico (485) e Arena (87). Em Novo Hamburgo, onde o Inter disputou parte dos jogos do Campeonato Brasileiro de 2013, foram três ocorrências. Já em Caxias do Sul, desde a implantação do Jecrim, em 2010, foram 72 ocorrências.

No Infográfico, confira como se sustentam os barrabravas:

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