Nenhum "queimado"

Dunga nega ter uma "lista negra" antes da sua primeira convocação

Técnico da Seleção ressalta que jogadores serão chamados de acordo com o momento dentro de campo

01/08/2014 | 17h57
Dunga nega ter uma "lista negra" antes da sua primeira convocação Marcelo Camargo/Agência Brasil
Dunga e Zico recepcionam o primeiro ministro do Japão, Shinzo Abe, em visita a Brasília Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Em sua primeira convocação depois de reassumir o comando da Seleção Brasileira, Dunga vai privilegiar jogadores que estejam bem em campo atualmente, mostrando serviço dentro das quatro linhas, e deixará de lado aqueles que têm potencial mas ainda não convenceram sobre seu talento.

O desempenho vai ser necessário porque o treinador antecipa uma das mais difíceis Eliminatórias da história para seu time chegar à Copa do Mundo da Rússia, em 2018. Foi esta a mensagem passada pelo próprio Dunga, após encontro com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, nesta sexta-feira, em Brasília.

Ao lado de Zico, Cesar Sampaio, Bismarck e outros ex-jogadores, o treinador da seleção ouviu agradecimentos do premiê japonês sobre a parceria com os brasileiros para o desenvolvimento do futebol na ilha asiática e, em especial, pelos recursos doados às vítimas do tsunami de 2011, levantados em partida beneficente no Brasil. Dunga atuou no Japão por seis anos, metade deles como jogador e o restante do tempo como Adviser (conselheiro/consultor).

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Indagado sobre a convocação que anunciará no dia 19 de agosto, Dunga afirmou que não há jogadores vetados depois do quarto lugar obtido pelo Brasil na Copa ainda sob o comando de Felipão.

— Não, não tem lista negra. É por competência, e principalmente escolher jogadores não por aquilo que pensamos que eles podem jogar e, sim, por aquilo que eles estão jogando — enfatizou.

Dunga não parou por aí:

— Temos a mania de fazer um comentário daquilo que o jogador poderia vir a jogar e não por aquilo que ele joga no momento.

E arrematou a senha sobre como vai atuar na escolha dos atletas.

— É por competência, não é por amizade, não por acharmos que é bonito, não é porque tem marketing e, sim, por aquilo que realiza dentro do campo — avisou.

De acordo com o treinador, não há sequer veto a jogadores como Julio Cesar e Fred, ambos já veteranos, que foram titulares na última Copa.

— A gente falou que todas as equipes estão renovadas. Mas a da Holanda, pega os três da frente (Robben, Van Persie e Sneijder). Na Alemanha, pega o Klose. A gente fala muito bem do Klose, mas fala que no Brasil jogador não pode ter idade. Depende do momento, das circunstâncias, da situação, no futebol não se pode colocar nada como definitivo — explicou.

A base da seleção também não deve mudar muito em relação àquela que foi ao Mundial com Felipão, segundo as pistas de Dunga.

— São jogadores que terão oportunidade de mostrar aquilo que a gente conhece deles. Não pode mudar tudo de uma hora para a outra, não é porque o Brasil perdeu que você tem que colocar terra arrasada. A seleção tem jogadores de grande qualidade — emendou.

Questionado especificamente sobre as Eliminatórias da Copa 2018, que começam no ano que vem, Dunga foi direto. Serão bastante difíceis, depois do futebol mostrado por Equador, Colômbia, Chile e Argentina no último Mundial.

— Sem dúvida (as Eliminatórias serão das mais duras), pela questão do desenvolvimento do futebol, pela competência que os times sul-americanos tiveram na Copa do Mundo, a gente tem que se preparar à altura para poder se classificar — avaliou.

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