Recomeço em Rio Grande

Teco lembra sofrimento com lesões e fala de chance no São Paulo-RG

Zagueiro foi contratado para liderar a defesa da equipe no Gauchão

Por: Adriano de Carvalho
08/01/2015 - 19h33min
Teco lembra sofrimento com lesões e fala de chance no São Paulo-RG Guilherme Rajão/São Paulo-RG/Divulgação
Foto: Guilherme Rajão / São Paulo-RG/Divulgação  

É no Aldo Dapuzzo que o zagueiro Teco busca mais um recomeço no futebol. Após viver o auge da carreira no Grêmio, na Libertadores 2007, uma grave lesão no joelho esquerdo o tirou de campo por 18 meses e acabou com seu sonho de atuar no futebol europeu. Agora, aos 32 anos, recuperado, será o líder da defesa do São Paulo-RG no Gauchão.

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A cena ainda está viva na cabeça do zagueiro. Na noite de 20 de junho de 2007, um Olímpico lotado recebia a final da Libertadores contra o Boca Juniors. Após a derrota por 3 a 0 no jogo de ida na Bombonera, a torcida acreditava na reversão do resultado - esperança que seria sufocada com dois gols do craque Riquelme.

Só que aos 34 minutos do primeiro tempo, o drama de Teco se iniciou. Após sentir dores, foi substituído por Schiavi. Ao final do jogo, a trágica notícia: havia rompido o ligamento cruzado do joelho esquerdo. O prazo para a volta era de seis meses.

— Eu tinha proposta para jogar no Hoffenheim, da Alemanha, após a Libertadores. Iria com o Carlos Eduardo. Mas, pela lesão, não assumiram o risco da minha contratação — lembra Teco.

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Restou ao zagueiro se esmerar na recuperação. Após passar por cirurgia, iniciou uma desgastante rotina de fisioterapia, de "segunda a segunda". Só que na pré-temporada de 2008, viveu nova frustração. Foram 10 dias de treino em Bento Gonçalves até sentir dores durante uma partida de futevôlei.

O diagnóstico dos médicos: havia rompido o enxerto no ligamento do joelho. E, desta vez, teria de ficar parado, no mínimo, por oito meses - prazo que acabou virando um ano.

— Aprendi muito com a lesão. Sofria vendo os companheiros correndo sem poder estar ali. Não desejo isso para ninguém. Hoje dou muito valor a um pequeno treinamento em volta do campo. Antes, eu até reclamava — conta o zagueiro.

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Em 2009, Teco foi devolvido pelo Grêmio ao Cruzeiro, que o repassou ao Botafogo. No clube carioca, sofreu com dores musculares pelo longo período de inatividade e não se firmou. Passou por Atlético-GO e Brasiliense antes de retornar ao Estado em 2013 para defender o Juventude. E viveu outra decepção.

— Tive uma passagem frustrante por lá. Cheguei para disputar o Gauchão, mas fiquei dois meses no DM. Não consegui mostrar meu futebol pelas lesões — conta.

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Depois, transferiu-se ao Central-PE para jogar a Série D. Mas foi só ano passado que voltou a ter sequência de jogos. Defendeu o Monte Azul-SP na Série A-2 do Paulistão e o Concórdia-SC na segunda divisão catarinense. Ao todo, na temporada 2014, atuou mais de 40 vezes.

— Foi a melhor sequência que tive desde o Grêmio. Era o que eu procurava, me deu muita motivação. Jogador sem confiança não consegue render — comenta.

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A oportunidade para atuar no São Paulo-RG surgiu ao final do ano. Dois colegas no Concórdia, o zagueiro Junior Sergipano e o volante Balduíno recém tinham acertado com o time de Rio Grande. E também indicaram Teco. Após uma conversa com a diretoria e o técnico Toquinho, o acordo foi selado.

— A diretoria escolheu o grupo de jogadores a dedo para o Gauchão. Nosso primeiro objetivo é não cair, depois vamos tentar incomodar — avisa o zagueiro.

 
 
 
 
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