
No jogo que abriu oficialmente as Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, o Uruguai conseguiu excelente resultado ao derrotar a Bolívia por 2 a 0, nesta quinta-feira, em La Paz. Cáceres e o capitão Godín, um em cada tempo, marcaram os gols uruguaios, ambos em cruzamentos certeiros de Sánchez.
Esta foi a primeira vitória do Uruguai na altitude de La Paz na história das Eliminatórias. Já a Bolívia segue o seu mau momento. Na Eliminatória para a Copa de 2014, só venceu duas partidas em oito em seus domínios - uma delas contra o Uruguai. E na campanha para 2018, começa fracassando.
O jogo despertou enorme interesse na Bolívia, e até o presidente Evo Morales até decidiu que todos os funcionários públicos trabalhassem apenas em meio expediente para ver o jogo pela TV ou no estádio. Considerada a mais fraca concorrente a uma vaga, a Bolívia entrou bastante modificada em relação àquela que disputou a Copa América, em junho, sem seus dois astros, Raldes e Marcelo Moreno, que se desligaram da seleção por não aceitarem a presença de Julio Cesar Baldivieso como treinador.
Para evitar o efeito da altitude, o Uruguai se preparou em Santa Cruz de La Sierra e chegou a La Paz duas horas antes da partida. E entrou em campo muito desfalcado. Não contou com a dupla titular do ataque, Cavani e Suárez, cumprindo suspensão, além do lateral-direito Maxi Rodríguez e o volante Arévalo Ríos, machucados. Além disso, como o treinador Oscar Tabárez também estava suspenso pela Conmebol e nem poderia ir ao vestiário, a equipe teve de ser comandada por seu auxiliar, Celso Otero. Tabárez acompanhou o jogo de uma das cabines do Hernando Siles.
O jogo começou com a Bolívia buscando lançamentos e chuveirinhos e vendo o seu atacante Arce assustando o goleiro Muslera no primeiro minuto num chute que passou raspando. Mas parou nisso. Já no minuto seguinte, o Uruguai respondeu com Abel Hernández obrigando o goleiro Vaca a fazer boa defesa. Dominando as ações, a Celeste abriu o placar aos nove minutos. Após cruzamento de Carlos Sánchez pela direita, o atacante Abel Hernández cabeceou para defesa parcial do goleiro Vaca. O lateral-direito "Pelado" Cáceres pegou o rebote e mandou de primeira para as redes.
A partir daí, o jogo ficou aberto. O atacante Duk chutou uma bola na trave uruguaia e Campos e Arce obrigaram o goleiro Muslera a realizar boas defesas para evitar o empate. Já o goleiro boliviano Vaca fez milagre ao defender uma cobrança de falta de Pato Sánchéz e uma cabeçada de Godin. E os uruguaios - que perderam o ex-gremista Cebolla Rodríguez, machucado, aos 34 minutos - ainda reclamaram de um pênalti não marcado pelo árbitro uruguaio Loustau, quando Cáceres foi derrubado na área.
Na etapa final, a Bolívia voltou mais ofensiva, com Díaz no lugar de um dos volantes (Castro) e foi muito mais incisiva. Duk, Campos e Díaz tiveram boas oportunidades antes dos 12 minutos e, a cada susto, o Uruguai se fechava cada vez mais na defesa. Isso acabou obrigando a Bolívia a arriscar chutes de fora da área, como um de Chumacero, aos 15.
Os bolivianos foram para o desespero: Baldivieso fez substituições que encheram o time de atacantes. Só que aos 23 minutos, numa cobrança de falta opela esquerda, Carlos Sánchez fez o levantamento, Vaca saiu mal e o zagueiro Godín, quase dentro do gol, cabeceou para as redes, fazendo 2 a 0. A torcida perdeu a paciência e, em campo, o time perdeu a cabeça. Dois minutos depois, Torrico, que já havia levado amarelo na etapa inicial, entrou com muita força numa dividida com Giménez e levou cartão vermelho. O jogo ficou mais preso no meio de campo e sem grandes oportunidades até o apito do juiz.
Na próxima terça-feira o Uruguai receberá a Colômbia em Montevidéu. Já a Bolívia irá até Quito enfrentar um de seus arquirrivais, o Equador.

*LANCEPRESS