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A Renault comprou a escuderia Lotus do fundo de investimentos luxemburguês Genii Capital e voltará a competir na Fórmula-1 na temporada 2016.
- A Renault tinha duas opções: voltar a 100% ou sair totalmente. Depois de uma análise detalhada, tomei minha decisão: a Renault estará presente na Fórmula-1 em 2016 - anunciou o CEO da montadora francesa, Carlos Ghosn, ao final de negociações que se arrastaram por meses.
Os pilotos da equipe deverão ser o venezuelano Pastor Maldonado e o britânico Jolyon Palmer.
Bicampeã mundial em 2005 e 2006, com o espanhol Fernando Alonso, a Renault participou de praticamente todas as edições desde 1977, com escuderia própria ou como fornecedora de motores. A Renault F1, com sede em Enstone, na Inglaterra, foi vendida ao fundo de investimento Genii Vapital em 2009, que foi responsável pelo retorno da Lotus à modalidade.
Depois de um ano de transição, em 2011, a Lotus F1 Team, com motores Renault, terminou o campeonato de construtores de 2012 e 2013 na quarta posição, com o finlandês Kimi Raikkonen e o francês Romain Grosjean.
A Lotus, porém, abriu mão dos motores Renault neste ano, depois de uma temporada 2014 decepcionante, na qual ficou apenas em oitavo.
Na temporada 2015, que se encerrou no último fim de semana, a Renault era apenas fornecedora para a Red Bull, tetracampeã de 2010 a 2013 com os motores franceses e o alemão Sebastian Vettel.
- Ao voltar a competir com escuderia própria, a Renault poderá tirar pleno proveito das suas vitórias. A posição de fornecedora de motores faz sentido, mas mostrou suas limitações. O retorno financeiro e em termos de imagem era insuficiente - justificou.
- Os últimos elementos obtidos da parte dos principais atores da F-1 nos permitem encarar com confiança este novo desafio. Temos a ambição de vencer, mesmo se isso levar tempo - completou Ghosn.
*AFP