
A despeito das dificuldades do Inter no acabamento das jogadas - não só nas finalizações, mas também no último passe -, o segundo tempo diante do Ypiranga foi animador. Mostrou, entre outras questões, a vocação do grupo para jogar em velocidade.
A entrada de Marquinhos pela direita, com mais Sasha e Vitinho movimentando-se na frente, deram ao time uma dinâmica que não se viu em outros jogos da temporada. Apostar no 4-2-3-1, com dois desses jogadores ocupando os lados do campo e o outro como falso 9, pode ser o caminho para se chegar a um time competitivo.
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Ainda assim, Argel voltou a falar na necessidade de contratar um centroavante. A avaliação parece simplória demais: o time falha nas finalizações porque falta um finalizador. Ou seja, busca-se uma solução individual para um problema da equipe.
Sasha e Vitinho sabem fazer gols, Alex tem bom arremate de média distância. O Inter tem peças para ser incisivo e letal mesmo sem um 9. Encontrar um centroavante confiável disponível no mercado é tarefa complicada. Melhor se o Inter souber valorizar as peças que tem e trabalhar para refinar a execução das jogadas na parte final do campo.
* Diário Gaúcho