De fora da área

Joaquim Oresko: Oscar Schmidt finalmente na NBA

O estudante fala sobre a carreira do Mão Santa e a chance que ele terá de disputar o jogo das celebridades do All-Star Weekend

07/02/2017 - 20h56min | Atualizada em 07/02/2017 - 20h56min

Quando se fala em basquete brasileiro não há como não lembrar de Oscar Schmidt. O maior cestinha da bola laranja no mundo, 49 mil pontos, à frente de atletas como Michael Jordan e Kareem Abdul-Jabbar, finalmente vai jogar na NBA. Não é pegadinha: depois de rejeitar duas vezes a liga norte-americana, sonho de 10 entre 10 jovens que praticam o esporte, Oscar demonstrará sua técnica e precisão nos arremessos de três em solo estadunidense. Mas calma lá, será apenas por alguns minutos. O Mão Santa — é preciso explicar a razão do apelido? — foi convidado a disputar o jogo das celebridades do All-Star Weekend (final de semana das estrelas).

Uma espécie de celebração ao basquete bem jogado, um culto ao esporte, o evento reúne os melhores atletas da NBA, além de convidados e patrocinadores, para disputas de habilidades e partidas entre os melhores jogadores da liga. Nos próximos dias 17, 18 e 19, New Orleans, em Luisiana, local desta edição dos jogos, será o centro das atenções de amantes do esporte ao redor do mundo e contará com a presença do Mão Santa, recordista de pontuação em Olímpiadas com 1.093 pontos, novamente disputando uma partida nos Estados Unidos.

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A lembrança que os norte-americanos têm de Oscar, também membro do Hall da Fama do basquete mundial, não é das melhores. Ele silenciou o público presente na Market Square Arena, em Indianápolis, ao anotar 46 pontos contra a equipe dos Estados Unidos na final do Pan-Americano de 1987 e conquistar o ouro brasileiro. A derrota foi tão doída para eles que, depois do episódio, passaram a permitir que atletas profissionais fossem chamados para a seleção do país, até então representado apenas por jogadores universitários.

Oscar Schmidt declinou o convite para assinar com o New Jersey Nets em 1984 justamente porque não poderia representar a equipe brasileira devido a restrições impostas pela NBA. Após os Jogos Olímpicos de Barcelona, 1992, voltou a rejeitar convite da franquia por acreditar não estar em seu melhor nível. Agora, aos 58 anos de idade e já aposentado, após vencer um câncer no cérebro, o melhor jogador de basquete brasileiro vai jogar por alguns minutos no melhor basquete do mundo. 

 
 
 
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