Depois de inaugurar o salão de conquistas com os dois últimos títulos da Copa América (2015 e 2016), o Chile quer beliscar o primeiro título mundial na Rússia, apesar de chegar à Copa das Confederações questionado pelos últimos resultados e pelo estado físico de Claudio Bravo.
O goleiro do Manchester City sofre com dores musculares desde o fim da temporada e ficou de fora de jogos da Premier League. Bravo não pôde participar dos jogos preparativos e sua condição ainda é uma incógnita.
É um dos principais problemas do técnico Juan Antonio Pizzi, já que o arqueiro é uma das estrelas da seleção, junto com Alexis Sánchez e Arturo Vidal.
Bravo ficou de fora da concentração na Romênia e viajou para a Espanha. O goleiro foi participar de um julgamento contra a Real Sociedad, time de onde deu o salto para o Barcelona.
Se Bravo entrar em campo na estreia contra Camarões, no domingo, o goleiro pode voltar a jogar depois de quase dois meses sem disputar uma partida.
Caso o veterano capitão não consiga se recuperar a tempo, Johnny Herrera será seu substituto, apesar de não contar com a experiência de Bravo. Além disso, o reserva falhou no último gol da derrota por 3 a 2 para a Romênia. O revés também caiu nos ombros de Gary Medel, que foi expulso aos 30 minutos do primeiro tempo.
Na partida anterior, o Chile empatou com a Rússia em 1 a 1, apesar de Pizzi relativizar os resultados negativos.
E a "La Roja" ainda precisa brigar por uma vaga na Copa do Mundo de 2018. O time está na quarta colocação das eliminatórias sul-americanas, a última vaga direta para o Mundial.
A concentração anterior à Copa das Confederações foi marcada pelas desavenças entre a direção da ANFP e os jogadores, que ainda pedem os prêmios pelos títulos da Copa América.
- Herdeiros de Bielsa -
Apesar dos problemas, o que não deixa dúvidas é que a Geração Dourada do futebol chileno é muito competitiva, capaz de dar trabalho para qualquer seleção. Foi assim na Copa do Mundo de 2014, quando eliminou a Espanha, defensora do título, e caiu nas oitavas para o Brasil, nos pênaltis.
Pizzi, no cargo desde janeiro de 2016, continuou o trabalho de Jorge Sampaoli (2012-2016), que por sua vez é um declarado aluno de Marcelo Bielsa (2007-2011).
"É inegável que com Bielsa teve uma mudança de mentalidade do jogador chileno. Eu acho que Marcelo foi um grande revolucionário do futebol chileno", apesar dos títulos chegarem depois, admitiu Pizzi.
"Foi ele que convenceu o jogador chileno de que ele pode competir de igual para igual com qualquer um", acrescentou o técnico.
Chile manteve o grupo campeão dos últimos anos e não abdica da Copa das Confederações.
"Não precisamos exagerar na motivação neste tipo de eventos, porque eles próprios já têm", comentou Pizzi.
"Competimos para vencer. Sabemos que é difícil, mas sempre viemos com a esperança e a confiança de que podemos vencer nossos rivais", acrescentou.
Camarões, Alemanha e Austrália serão os primeiros rivais da La Roja.
* AFP