Briga pela liderança

Cinco motivos para acreditar em vitória do Grêmio contra o Cruzeiro

Time de Renato assumirá o topo da tabela se somar os três pontos

Por: Adriano de Carvalho
19/06/2017 - 07h00min | Atualizada em 19/06/2017 - 07h00min
Cinco motivos para acreditar em vitória do Grêmio contra o Cruzeiro Félix Zucco/Agencia RBS
Foto: Félix Zucco / Agencia RBS  

Com o tropeço do Corinthians neste domingo, que empatou com o Coritiba, o Grêmio pode assumir na noite de hoje a liderança do Brasileirão. Se vencer o Cruzeiro, em jogo que ocorrerá às 20h no Mineirão, o time de Renato chegará aos 21 pontos e ultrapassará os paulistas, que somam 20. Assim, retomará a ponta da tabela, posto que já ocupou ao final da segunda rodada.

O grande momento do Grêmio no ano habilita a torcida a acreditar na liderança. Com o time titular, são nove vitórias seguidas entre Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores. A última derrota foi em 3 de maio contra o Iquique, no Chile. Ou seja: a invencibilidade já dura um mês e meio.

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Ainda assim, o discurso cauteloso prevalece no vestiário. Da direção ao grupo de jogadores, o entendimento é de que assumir a ponta da tabela neste momento não é o mais importante. O que realmente fará a diferença na luta pelo título é acumular "gordura" para encarar a dura sequência que o time terá pela frente, disputando jogos, em média, a cada três dias.

— O torcedor pode sonhar com o que ele quiser, mas nós vamos pensar jogo a jogo — observa o zagueiro Kannemann.

Veja cinco motivos para acreditar que o Grêmio terminará a rodada como líder.

Visitante efetivo
Com nove pontos conquistados em quatro jogos fora da Arena, o Grêmio tem a segunda melhor campanha como visitante neste Brasileirão. Está atrás somente do Corinthians, que somou 10 pontos, também em quatro partidas. Mas é importante destacar que as três vitórias obtidas pelo time de Renato (sobre Atlético-PR, Chapecoense e Fluminense) foram com time titular. A única derrota, para o Sport, na Ilha do Retiro, ocorreu com reservas. Além disso, o ataque é o mais efetivo fora de casa: marcou 13 gols. Na Arena, o time balançou as redes cinco vezes.

Mineirão ou Arena?
O retrospecto recente do Grêmio no Mineirão é extremamente animador. Na campanha do penta da Copa do Brasil, duas das principais vitórias no mata-mata ocorreram no estádio mineiro. Na semifinal, contra o Cruzeiro, o 2 a 0 com direito a um golaço por cobertura de Luan praticamente assegurou a vaga na final. E, na grande decisão, contra o Atlético-MG, os dois gols de Pedro Rocha e o de Everton no 3 a 1 pavimentaram o caminho do time gaúcho até o título. Por isso, o fator local do estádio parece não abalar o Grêmio de Renato.

O melhor ataque
No Brasileirão, ninguém balançou as redes mais vezes do que o Grêmio. Com 18 gols em sete jogos, a média é de 2,6 por partida. O goleador da equipe no campeonato é Luan, com quatro gols, seguido por Everton, com três. O time também tem o melhor saldo de gols da competição, à frente do Corinthians (11 a 9). O tira-teima com os paulistas ocorrerá domingo, na Arena.
— Deixa o Corinthians fazer os jogos deles. Temos que pensar no nosso jogo e ver cada partida como uma decisão — entende o lateral-esquerdo Bruno Cortez.

Solidez defensiva
Entrosada desde o ano passado, a zaga formada por Geromel e Kannemann é um dos pilares da boa fase do Grêmio. Nos cinco jogos em que atuou no Brasileirão, a dupla ainda não foi vazada. Contra o Sport, em que o time sofreu quatro gols, nenhum deles esteve em campo. Contra a Chapecoense, em que a equipe levou três, a zaga era Kannemann e Thyere. Contra o Cruzeiro, a preocupação será conter o centroavante argentino Ábila.
— Ele é muito forte e quase não perdoa quando tem a chance de fazer o gol. Vamos tratar de tornar as coisas mais difíceis — alerta Kannemann.

Cruzeiro instável
Com campanha modesta no Brasileirão, o Cruzeiro de Mano Menezes ainda causa desconfiança a seus torcedores. Em sete jogos, somou apenas 10 pontos. Obteve três vitórias, um empate e sofreu três derrotas. Para o repórter Luis Martini, do site Globoesporte de Minas, a perda do título mineiro e a eliminação na Sul-Americana aumentaram a pressão sobre o treinador.
— O time tem apostado nos contra-ataques para surpreender os adversários, mas tem dificuldade em propor jogo. Fazer um Brasileiro com pontuação mínima de Libertadores é essencial para amenizar os ânimos — avalia Martini.

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