Luto no Estado

Ao som de Lupicínio, Paulo Sant'Ana é sepultado em Porto Alegre

Jornalista foi enterrado em jazigo com vista para o Estádio Olímpico

20/07/2017 - 18h49min
Ao som de Lupicínio, Paulo Sant'Ana é sepultado em Porto Alegre Lauro Alves/
Foto: Lauro Alves  

Perto das 18h20min da quinta-feira (20), Paulo Sant'Ana foi sepultado no Cemitério João XXIII ao som de duas músicas que o emocionaram tantas vezes em vida, e que durante a cerimônia levaram lágrimas aos olhos de familiares, amigos e fãs que as entoaram. Primeiro, Felicidade, de Lupicínio Rodrigues, ecoou pelos corredores do cemitério. Depois, outra canção de Lupi que combinava bem com o cenário à frente do túmulo. Enquanto os presentes cantavam o "até a pé nós iremos" que dá início ao hino do Grêmio que Sant'Ana tanto amou, avistavam o Estádio Olímpico como inspiração.

O emocionante sepultamento finalizou um dia repleto de homenagens ao jornalista. Desde o fim da manhã, autoridades, amigos e admiradores passaram pela Arena para se despedir. Um lugar próximo ao esquife, que estava envolto por uma bandeira do Grêmio sobre a qual repousavam uma flor e quatro cigarros, era fortemente disputado. Não faltaram gremistas devidamente uniformizados, mas alguns colorados também fizeram questão de mostrar sua admiração pelo cronista que nunca escondeu o time do coração.

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Tocada com o carinho de quem homenageou Sant'Ana, Inajara Silva, mulher do jornalista, falou sobre a última recordação que tem do marido:

— A última lembrança que tenho é ele me pedindo um beijo. Dei um beijo e ainda deixei uma marquinha de batom na bochecha. E ele me perguntou se eu andava beijando outras pessoas.

— Sant'Ana nos deixa uma super lição de paixão pelo que faz. É a cara da empresa, a cara do Rio Grande do Sul — resumiu Eduardo Sirotsky Melzer, presidente do Grupo RBS. 

Por volta das 17h, uma cerimônia de despedida foi pontuada por falas emocionadas de amigos, como o comunicador Cláudio Brito e Jayme Sirotsky, presidente emérito do Grupo RBS. Ao fim dos testemunhos, os presentes entoaram pela primeira vez o hino gremista.

O esquife então saiu em cortejo pelas ruas de Porto Alegre, dirigindo-se ao Cemitério João XXIII. Motoristas buzinavam e pedestres — vários deles tremulando bandeiras do Grêmio — registravam o momento com fotos e vídeos.

O sepultamento foi uma cerimônia singela e emotiva, marcada pelas músicas de seu amigo Lupi e tendo, como testemunha, o local onde Sant'Ana viveu algumas de suas mais intensas emoções.

* Zero Hora

 
 
 
 
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