Em Goiás

Palestras, dinâmicas, olho no olho e WhatsApp: como trabalha o coach do Inter 

Indicado pelo técnico Guto Ferreira, motivador Gustavo Evangelista viaja com a delegação para Goiânia e fará palestra na véspera do jogo 

Por: Rodrigo Oliveira
21/07/2017 - 12h01min | Atualizada em 21/07/2017 - 12h01min
Palestras, dinâmicas, olho no olho e WhatsApp: como trabalha o coach do Inter  Rodrigo Oliveira/Agência RBS
Foto: Rodrigo Oliveira / Agência RBS  

Uma das prioridades do Inter é resolver o abalo emocional que afeta o grupo de jogadores na disputa da Série B. Com este objetivo, o coach Gustavo Evangelista reforça a delegação colorada em Goiânia e fará uma palestra para os atletas nesta sexta (21) à noite, véspera do jogo contra o Vila Nova. No dia-a-dia, o motivador intercala o seu trabalho com dinâmicas de grupo e conversas individuais com os jogadores, até mesmo pelo WhatsApp.

— O meu trabalho é muito de observar as relações interpessoais. A individualidade é o que tende a gerar mais resultados. No dia-a-dia, eu vou fazendo abordagens com eles. Uma ferramenta que facilitou muito foi o WhatsApp, já que os atletas não gostam de verbalizar muito em linhas gerais quando eles estão no âmbito coletivo — explica Evangelista.

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Em pouco mais de um mês no Beira-Rio, o profissional vem também realizando atividades em grupo, especialmente com foco nas partidas e nas necessidades do técnico Guto Ferreira.

— Me mantenho sempre alinhado com a comissão técnica para entender as principais necessidades para o jogo. No âmbito coletivo, fazemos essas palestras, dinâmicas e workshops. No caso, aqui em Goiânia, eu vou fazer a palestra nesta sexta à noite com alguns componentes que a gente julga importantes para partida.

Especialista em coaching, o motivador trabalhou com o técnico Guto Ferreira na Chapecoense e no Bahia. Em meados de junho, foi chamado pelo Inter para ajudar a resolver o abalo emocional do grupo, constatado pela direção e pela comissão técnica no forte ambiente de pressão pelo qual passa o Inter na Série B.

— O atleta está sob pressão a todo momento. Ter que gerar resultado sob pressão acaba agravando um isso pouquinho mais. A gente entende que o Inter está passando por uma situação em que, em todas as suas esferas, esse tipo de abordagem (o coaching) é interessante. Afinal, é um clube grande que não estava preparado para esse revés, para essa queda para a Série B — relata Evangelista.

A ideia é que o profissional ajude os jogadores a não se abaterem nas derrotas e a reforçarem a auto-estima após os resultados postivos.

— O futebol tem duas verdades, a da vitória e a da derrota. No caso da derrota, existe uma tendência depressiva. Nosso trabalho é bem preventivo nesse aspecto de fazer a ressignificação desse quadro para entender que o que nao deu certo vai ter tempo para ser corrigido no próximo jogo — pondera.

Evangelista esteve em Pelotas com a delegação no dia 24 de junho e conduziu a palestra na véspera da vitória diante do Brasil, por 1 a 0. Agora, porém, é a primeira vez que o coach acompanha o grupo em uma viagem fora do Rio Grande do Sul.

— A gente sabe do imediatismo do futebol, mas é um processo que a gente tenta em cima das nossas estratégias capitalizar pra ir gerando resultado, o que também é responsável por gerar autoconfiança nos atletas e criar um circulo virtuoso em busca do nosso objetivo na competição — completa o coach.

A meta é que esse círculo virtuoso, com a ajuda de Evangelista, se fortaleça principalmente com uma vitória contra o Vila Nova, neste sábado, e com o ingresso do Inter no G-4 da Série B.

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