Rio 2016

Brasil bate recorde de medalhas, mas não cumpre meta de ficar entre os cinco melhores da Paraolimpíada

Faltaram mais ouros para o país disputar um lugar no Top 5 do quadro geral

18/09/2016 - 17h23min | Atualizada em 18/09/2016 - 17h24min
Brasil bate recorde de medalhas, mas não cumpre meta de ficar entre os cinco melhores da Paraolimpíada Cleber Mendes / CPB/ Divulgação/CPB/ Divulgação
Foto: Cleber Mendes / CPB/ Divulgação / CPB/ Divulgação

Há diferentes formas de se analisar o resultado do Brasil na Paraolimpíada. Sob a fria lógica de que o quadro de medalhas é o balizador único do desempenho, o oitavo lugar geral não cumpriu a ousada meta de figurar entre os cinco melhores do evento e ainda representou a queda de uma posição em relação a Londres 2012. Por outro lado, houve aumento significativo no número total de medalhas e na quantidade de modalidades que chegaram ao pódio.

Faltaram mais ouros para que as 72 medalhas, um recorde histórico do Brasil, se traduzissem em uma colocação melhor no quadro. Foram 14 títulos olímpicos, sete a menos do que quatro anos atrás. A natação foi um símbolo do desempenho brasileiro no evento. Com 19 medalhas, superou o resultado da Paraolimpíada anterior, mas o número de ouros caiu de nove para quatro.

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Os resultados de dois "papamedalhas" do país ajudam a explicar a queda no número de títulos. André Brasil e Daniel Dias voltaram a brilhar competindo em casa, mas não tanto quanto na edição anterior dos Jogos. Em Londres, André conquistou três ouros e duas pratas, enquanto no Rio teve duas pratas e dois bronzes. Daniel que voltou com seis ouros da Inglaterra, conquistou quatro títulos para acompanhar três pratas e um bronze nas águas cariocas.

A força de novos competidores atrapalhou a dupla de heróis da natação. Junsheng Li, da China, tirou o ouro de Daniel nos 100m peito, prova em que o brasileiro defendia o bicampeonato paraolímpico. André sofreu com os ucranianos Denys Dubrov e Maksym Krypak, que dominaram as provas da classe S10.

Já no atletismo só houve motivo para comemoração. Além de subir o número de ouros de sete para oito, a modalidade que mais trouxe medalhas para o Brasil esteve no pódio 33 vezes, 15 a mais do que em Londres. Além das vitórias nas pistas, surgiram pódios de esportes que não eram protagonistas, como halterofilismo e ciclismo. No total, 13 modalidades medalharam, outro recorde.

— Estamos muito satisfeitos com a campanha. A meta era ficar em quinto lugar com os ouros, mas tínhamos várias outras metas, e todas foram alcançadas. Tivemos um aumento de 65% de medalhas comparado a Londres. Sob essa ótica foi a melhor participação da história — celebrou Andrew Parsons, presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB).


 
 
 
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