Rio 2016

Jogos Paraolímpicos se encerram com mensagem de igualdade e otimismo

Cerimônia de encerramento da Paraolimpíada foi realizada abaixo de chuva na noite deste domingo, no Maracanã

Por: Lancepress
18/09/2016 - 22h45min | Atualizada em 18/09/2016 - 22h45min
Jogos Paraolímpicos se encerram com mensagem de igualdade e otimismo Simon Bruty/OIS / IOC / AFP
Maracanã sediou, no domingo, a festa de encerramento da Paraolimpíada do Rio Foto: Simon Bruty / OIS / IOC / AFP

Um turbilhão de sentimentos tomou conta do Maracanã na  noite deste domingo, quando o Rio de Janeiro se despediu para valer do calendário de grandes eventos com o encerramento dos Jogos Paralímpicos. Mesmo com um tom de saudade e de fim de festa no ar, a alegria tomou conta, bem ao estilo carioca, que não gosta de tristeza nem na hora do adeus.

Se na abertura o tema inclusão foi bem explorado, o fechamento, realizado abaixo de chuva, a exemplo do encerramento da Olimpíada, destacou que a Paraolimpíada trouxe para o Brasil uma mensagem de evolução. Não existe deficiência quando se vê o próximo em condições de igualdade. Essa mensagem contagiou o público que compareceu ao evento ao longo dos 11 dias de disputa. O nosso porta-bandeira no encerramento, o jogador de futebol de 5 Ricardinho, era um exemplo. Com uma grave lesão na tíbia, quase não disputou a competição. Recuperou-se e foi o herói do título. 

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Carlos Artur Núzman, ao discursar, manteve o tom otimista, referindo-se ao fim dos jogos como "missão cumprida". Um momento de emoção foi a homenagem feita ao ciclista iranano Bahman Golbarnezhad, que morreu durante a prova de estrada no último dia 17. A cerimônia também teve espaço para polêmica. Mesmo sem a presença do presidente Michel Temer, que está em Nova Iorque na assembleia geral da ONU, foram realizados protestos. O guitarrista do grupo Nação Zumbi, Lucio Maia, virou sua guitarra para o público, e nela estava a frase "Fora Temer!".

Ivete Sangalo encerrou a cerimônia com um show vibrante e comovente – a pira olímpica se apagou ao fim da interpretação da cantora para A paz. Além de Ivete, vários artistas de diversos gêneros subiram ao palco, do funk ao romântico de Gaby Amarantos, passando pelo rock de Andreas Kisser, do Sepultura. A mensagem final de tanto ecletismo foi que o Brasil aprendeu a ser um país mais inclusivo. Que esse legado deixado pela Paraolimpíada seja o tom do nosso cotidiano. O clima olímpico e paraolímpico deixará saudades. Ao fim, a chuva apareceu, marcando a despedida de um agosto e um setembro repletos de emoção.


 
 
 
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