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Tatuagem do Bope vira febre entre PMs gaúchos

Policiais são maioria entre os clientes que estampam na pele símbolo exibido em Tropa de Elite

30/10/2007 - 05h03min
Tatuagem do Bope vira febre entre PMs gaúchos Mauro Vieira /
PMs de Porto Alegre se identificaram com valores reconhecidos em esquadrão do Rio Foto: Mauro Vieira  
A faca encravada na caveira corre o risco de se tornar ícone fashion nos quartéis gaúchos. Entusiasmado com o filme Tropa de Elite, um grupo de policiais militares do Estado já tem, sob a farda, a tatuagem com o símbolo do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) do Rio.

A ficção tornou-se a febre do ano ao exibir nos cinemas uma força policial fluminense que ostenta a fama de incorruptível, orgulha-se da excelência de seus homens e adota métodos violentos nas incursões em morros dominados pelo tráfico.

Uma consulta a 10 tatuadores de Porto Alegre serve como amostra do impacto do filme entre servidores da Brigada Militar. Em três estúdios procurados ontem por Zero Hora, mais de uma dezena de pessoas marcou a pele com a figura de uma tropa à qual não pertencem. Apenas um não era PM.

Ontem, um policial de 40 anos acomodou-se defronte ao tatuador Valdir Salaberry Neto. Queria eternizar no braço o símbolo de um batalhão com o qual compartilha valores.

— O Bope é um batalhão diferenciado porque escolhe só os melhores homens. Como nós, sofre com a falta de viatura e equipamentos, mas se tornou respeitado — afirmou o servidor, com 17 anos de profissão e uma cicatriz de um disparo no ombro, marca de tiroteio do ano passado.

> Leia a reportagem completa de Zero Hora

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