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Médico Edmundo Cardoso tira dúvidas dos leitores sobre HIV

Na entrevista, o médico esclarece as dúvidas sobre as formas de contaminação, tratamento e aspectos sociais da doença

08/04/2008 | 17h41
Médico Edmundo Cardoso tira dúvidas dos leitores sobre HIV Arquivo Pessoal/
Edmundo Cardoso é médico do Grupo de Atenção à Aids Pediátrica (Gaap) do Hospital Criança Conceição Foto: Arquivo Pessoal
O médico do Grupo de Atenção à Aids Pediátrica (Gaap) do Hospital Criança Conceição, Edmundo Cardoso, responde as perguntas enviadas pelos leitores sobre jovens e HIV. Em reportagem publicada em 30 de março, ZH mostrou que um novo perfil de vítimas da aids tem se desenhado nos últimos anos. Entre os grupos que estão dando um novo tom à doença, no Estado há 25 anos, estão os adolescentes que não usam camisinha. Talvez por não terem presenciado o terror dos anos 1980, quando contrair o HIV era uma sentença de morte, estes jovens demonstram indiferença diante dos riscos da doença.

Na entrevista, Cardoso esclarece as dúvidas sobre as formas de contaminação, tratamento e aspectos sociais da doença: "A sociedade do prazer imediato criou jovens vulneráveis, não só ao HIV, mas à gestação precoce, outras doenças transmissíveis e ao álcool".

A contaminação por sexo oral foi um dos temas que geraram dúvidas nos leitores. O médico ressalta que o vírus do HIV não é transmitido apenas pelo sangue, mas também por secreções como esperma e secreção vaginal e leite materno. "Lesões da mucosa da boca que podem ser a porta de entrada para o vírus. O risco de contágio é muito pequeno quando comparado com as práticas sexuais com penetração, mas existe" adverte Cardoso que recomenda sempre o uso de camisinha.

Confira a entrevista completa, separada por temas:

Contágio

Luis Gustavo Santos, Canoas (RS) - Prezado doutor, tive relações sexuais sem prevenção há 14 anos, se a parceira fosse soropositiva, eu já teria apresentado sintomas de ser soropositivo?

Cardoso -
Luis, é um tempo muito longo, provavelmente já teriam aparecido sintomas. Mas, não seria mais simples fazer um teste anti-HIV e acabar logo com a dúvida?

Andre Henrique, Dois Lajeados (RS) - Pessoas com afta na boca podem contrair vírus pelo beijo?

Cardoso -
Até onde se sabe não representa risco.

Gabriel Silveira da Cruz, Gravataí (RS) - Se eu e minha mulher não tivermos aids e passar a vida fazendo sexo sem camisinha tem risco de contrair a doença?

Cardoso -
Gabriel, se nenhum dos dois é portador do HIV não existe risco. A questão é ter controle sobre as outras formas de contágio. O ideal é fazer periodicamente exames, principalmente para prevenir outras doenças além do HIV.

Ana Luisa Silva, Taquari (RS) - É verdade que o vírus da aids não dura muito tempo num ambiente externo, por exemplo, no box de um banheiro de apartamento alugado? Quanto tempo após a relação sexual a pessoa pode saber se contraiu ou não HIV? Abraços.

Cardoso -
Ana Luisa, realmente o vírus é extremamente frágil em ambiente externo. Não resiste a uma boa higiene com solução de água clorada. Os testes que identificam a presença do HIV, como o teste anti-HIV (Elisa) pesquisam a presença de anticorpos no organismo. Anticorpos ao HIV podem já aparecer após duas semanas do contágio. Como existe um espaço de tempo entre o contagio e o aparecimento de anticorpos, em caso negativo o exame deve ser repetido após três meses. O tempo médio para ter certeza que não foi contaminado é de seis meses.

Maria Eliana Bruni, Bagé (RS) - Doutor, há possibilidade de se contrair aids no salão de beleza, em contato com alicate de cutículas, tesouras, lâminas ou material para depilação que estejam contaminados?

Cardoso -
Maria Eliane, a obrigação de trabalhar com material esterilizado ou descartável em salões de beleza tem menos a ver com o HIV e sim com as hepatites que representam um risco muito maior. O ideal seria que cada cliente tivesse seu material próprio, principalmente aqueles que podem causar algum tipo de sangramento.

Alexandre Ferreira, Porto Alegre (RS) - Doutor, é possível alguém ter uma única relação sexual com uma pessoa portadora do vírus não contrair a doença? Abraço

Cardoso -
É possível. Assim como é também possível ser contaminado em uma única relação. Vai depender de vários fatores como, se a relação é homossexual, se a relação envolve penetração, se a carga de vírus da pessoa soropositiva está alta, etc.

Marcia Amaro, Porto Alegre (RS) - Olá doutor Edmundo! Gostaria de saber se aparelhos de barbear quando compartilhados com pessoas contaminadas podem transmitir o vírus HIV.

Cardoso -
Márcia, ainda que o risco seja insignificante, o melhor é não dar chance ao azar. O custo de um aparelho individual é muito baixo diante do custo de adquirir o HIV.

Paulo Rodrigues, Porto Alegre (TO) - Sempre ouvi falar que o vírus da aids é extremamente vulnerável, ou seja, não dura muito tempo num ambiente externo. Gostaria de saber se existe perigo na lâmina de barbear da barbearia, se duas ou mais pessoas fizerem uso do mesmo material. O vírus fica vivo, esperando o próximo cliente ou morre?

Cardoso -
Paulo, realmente a resistência do vírus é muito baixa em ambiente externo. Não se trata só do vírus ficar "vivo" esperando o próximo cliente, mas também se fica em quantidade suficiente para infectar. Provavelmente não. Não seria melhor e mais barato usar material descartável ou esterilizável?

Luciano Augusto, Porto Alegre (RS) - Doutor, gostaria de saber se numa relação entre um homem e duas mulheres ao mesmo tempo, ele deve trocar de camisinha quando trocar a parceira e se não trocar qual o risco das duas mulheres?

Cardoso -
Luciano, o uso de preservativo feminino seria uma boa forma de proteção para elas.

Comportamento

Airton Diniz, Jaguarão (RS) - Doutor, você já deve ter ouvido falar no programa "Saúde e prevenção nas escolas". Qual sua opinião sobre ele?

Cardoso -
Airton, não conheço o projeto, parceria dos ministérios da Saúde e Educação, em profundidade para emitir uma opinião. Louvo a iniciativa.

Lêda Fernandes Bertamoni, Porto Alegre (RS)- Como estimular o jovem a usar camisinha, principalmente meninas, para que não caiam na famosa "prova de amor", ou seja, transar sem preservativo?

Cardoso -
A discussão sobre o uso de preservativos (masculino ou feminino) tem chegado muito tarde. A meu ver, vivemos numa sociedade onde conversamos muito pouco com as crianças sobre as questões ligadas ao corpo, reprodução, sexualidade. Cada idade e cada família tem a maneira mais adequada de conversar sobre isso. A sociedade do prazer imediato criou jovens vulneráveis, não só ao HIV, mas à gestação precoce, outras doenças transmissíveis, álcool, etc.

Kelly Araújo, Porto Alegre (RS) - Na sua opinião, o jovem que contrai o HIV é por falta de informação e/ou algum descaso social?

Cardoso -
Kelly, após tanto tempo de convívio com a doença, tantas campanhas de esclarecimento é lamentável admitir que haja falta de informação. Todas as formas de adquirir o HIV, com exceção da transmissão vertical, as acidentais ou por violência sexual, representam assumir um risco e, portanto, as responsabilidades dele decorrentes.

Leonardo - Boa tarde, gostaria de saber se é possível que um homem de 60 anos por exemplo, ter contraído HIV (com saídas fora do casamento e sem uso de preservativos) fazer exames e não aparecer que tem o vírus? E porque não fazem propagandas incentivando o preservativo na terceira idade? E que meu avô tem 60 anos e sei que ele já traiu minha avó com mulheres de 22 a 40 anos (garotas de programa) e não usava preservativo, fez exames e não deu em nada, mas mesmo assim quando minha avó obrigou o uso com ela do preservativo, rolou a maior briga, acho que devem sim fazer propagandas para a terceira idade, não é porque eles tem 55, 60 , 70 ou 80 anos que não precisam se cuidar. Meu avô disse que se ele tem o vírus não tem problema porque vai morrer logo mesmo. Por favor não quero que ele pense assim. Até porque se ele sai por aí, além de passar para a minha avó poderá também passar para mulheres mais novas que não tem nada a ver, e que pela grana se submetem a transar sem camisinha. Obrigada.

Cardoso -
Leonardo, parabéns pela forma como coloca a questão. Do ponto de vista técnico, passado o período de formação de anticorpos, se houver a presença de HIV, o teste será positivo. Pessoas da geração de seu avô devem ser alvo de campanhas principalmente pelo fato de ter havido um crescimento no número de casos em pacientes mais velhos. A resistência ao uso de preservativo em pessoas com idade mais avançada é também muito grande.

Doença

Janaina Correa, Panambi (RS) - Doutor observo que meu filho que toma o coquetel, apesar de ter uma vida normal e fazer academia, cansa facilmente, isso é devido a doença? E gostaria de saber se o vírus HIV quando ativo pode afetar a capacidade intelectual do portador.

Cardoso -
Janaína, ser portador do vírus do HIV e procurar levar a vida de forma saudável, com boa alimentação, exercícios e sem excessos, é fundamental. O cansaço pode estar relacionado com o estágio da doença. Importante é saber se os níveis de CD4 (defesas) estão bons. Mantê-los elevados com o menor valor de Carga Viral (quantidade de vírus) é o objetivo a ser alcançado. A capacidade intelectual em alguns casos mais avançados da doença pode estar prejudicada.

Lucia Santos, Fortaleza (CE) - Doutor, gostaria de saber se sorologia de citomegalovírus positivo, a pessoa tem HIV, também positivo? Como se dá essa relação, se é que existe.

Cardoso -
Lucia, o fato de ter sorologia positiva não implica em ser também HIV positivo. O que existe é: aquele que é portador do vírus do HIV, quando tem sua imunidade diminuída, apresenta maior chance de desenvolver a doença do citomegalovírus.

Fabiane Goreti dos Reis, Porto Alegre (RS) - Oi doutor, eu gostaria de saber se a pessoa que toma o coquetel de tratamento do HIV pode causar alguma alergia tipo bolhas d'água na pele ou algum outro tipo de alergia.

Cardoso -
Fabiane, o termo coquetel significa o tratamento com um conjunto de remédios. Como são vários os medicamentos utilizados no tratamento do HIV, podem ser feitas diferentes combinações(conforme a necessidade do paciente) e a todas chamamos de coquetel. Ainda que a doença possa ser responsável por muitos transtornos de pele, tem que ser avaliado cada medicamento utilizado, pois eles também podem ser responsáveis por efeitos tóxicos (efeitos adversos), como o que descreves.

Sandra Mara Miranda Batista, Soledade (RS) - Qual o risco para um portador de HIV que é usuário de drogas? As drogas agravam mais a doença? Qual os sintomas do HIV?

Cardoso -
Sandra, o portador do vírus do HIV que continua a consumir drogas dificulta a tarefa do organismo de manter o vírus sob controle. Compromete o organismo e prejudica os benefícios dos medicamentos utilizados.

Ricardo Hernandez, Porto Alegre (RS) - Gostaria de saber quanto tempo uma pessoa portadora do HIV pode viver sem ter desenvolvido sintomas.

Cardoso -
Ricardo, após a contaminação uma pessoa pode ficar até cerca de 10 anos sem manifestar sintomas da doença. Durante esse período o organismo trabalha com seu sistema imunológico para manter a doença sob controle. Aos poucos, entretanto, o vírus começa a vencer esta batalha fazendo com que o indivíduo perca a capacidade de se defender e comecem a surgir sinais e sintomas da infecção.

Luciano Copetti, Lucas do Rio Verde (MT) - Quais os principais e os primeiros sintomas em uma pessoa que contraiu HIV?

Cardoso -
Luciano, a primeira manifestação da doença é um quadro semelhante a uma gripe, com febre, dores musculares, ínguas. Depois começa um período mais ou menos longo de ausência de sintomas, até que surgem os sinais de falência do sistema imunológico com quadros de diarréia, infecções por fungos, pneumonia, até chegar a quadros mais graves como meningite, encefalites, tumores, até o óbito. É importante que o diagnóstico seja feito o mais cedo possível para que, com tratamento, possa ser controlada a doença e o paciente possa viver muito tempo com uma boa qualidade de vida.

Fabiana Madaloso, Porto Alegre (RS) - Gostaria de saber todo o portador do HIV com carga indetectável pode contaminar outro parceiro.

Cardoso -
Fabiana, o fato de estar com carga viral indetectável significa que a doença está sob controle e, portanto com uma quantidade de vírus muito pequena circulando. Isso representa uma chance também muito pequena de contaminação. Mas ainda assim ela existe. Melhor é garantir com sexo protegido. Usar preservativo.

Daniela Siqueira, Porto Alegre (RS) - uma pessoa com HIV que tem a carga viral indetectável tem possibilidade de transmitir o vírus?

Cardoso -
As possibilidades são muito pequenas, mas existem. É um bom motivo para usar o preservativo.

Mara Lane Zardin, Porto Alegre (RS) - Doutor Edmundo, como o vírus do HIV se comporta no organismo de crianças portadoras de anemia falciforme e nas que possuem apenas o traço falcêmico? Em crianças portadoras do vírus HIV é solicitado o exame eletroforese para identificação de hemoglobinas anormais?

Cardoso -
Mara, em relação ao pedido de eletroforese para crianças portadoras do vírus, a resposta é não. Entendo a pergunta como sugestão. É uma oportunidade que precisa ser examinada.

Maria Neto, Porto Alegre (RS) - O HIV em crianças é mais "avassalador" "intenso" do que em gente adulta? E uma criança que já tenha problema de asma crônica e tem o vírus do HIV não é muito mais rápido o aparecimento da doença da Aids? Obrigada

Cardoso -
Maria, em primeiro lugar, o HIV pode ser tão "avassalador" e "intenso" em crianças como em adultos. A presença de asma, torna o paciente mais vulnerável às patologias respiratórias. O controle da asma e do HIV exige maiores cuidados.

Marcos Garcia, Porto Alegre (RS) - Gostaria de saber se quando iniciado o tratamento com medicações, se o sistema imunológico volta a ter as defesas que tinha antes da infecção, e se volta a defender o organismo como um todo? E quando a pessoa é infectada pelo vírus do HIV deve esperar que o sistema imunológico se debilite, e se essa espera não levaria a pessoa desenvolver tipos de câncer por causa da fraqueza do sistema debilitado?

Cardoso -
Marcos depende do momento em que é iniciado o tratamento. Quanto mais tardio, menores as chances de recuperação imunológica. O que mais preocupa quem trata de pacientes com HIV é diagnóstico precoce e tratamento no momento certo. Existem critérios clínicos e laboratoriais para iniciar o uso de anti-retrovirais.

Carina Gomes, Santa Maria (RS) - É possível não detectar HIV no exames convencionais de pré-natal?

Cardoso -
No pré-natal recomenda-se que sejam feitos pelo menos dois exames de anti-HIV, além dos outros feitos para detectar a presença de outras doenças. O segundo exame deve ser feito no último trimestre, caso o primeiro tenha sido negativo.

Sexo oral

João Augusto Miranda, Jaguarão (RS) - Olá, doutor gostaria de saber se tem risco de a pessoa se contaminar com o sexo oral, mesmo que não tenha cáries e não tenha ferimento na boca? Obrigado!

Cardoso -
João, ainda que seja difícil calcular o risco nas relações de sexo oral, deve ser lembrado que o risco sempre existe, pois tem a ver com a presença de secreções na boca e lesões, na mucosa oral, que podem existir sem que tenham sido percebidas.

Simone dos Santo, Porto Alegre (RS) - Doutor, bom dia! Se o vírus do HIV é transmitido somente pelo sangue, por que sexo oral transmitiria, já que ali é só saliva e pele? Atenciosamente.

Cardoso -
Simone, em primeiro lugar o vírus do HIV não é transmitido apenas pelo sangue, também é transmitido por secreções como esperma e secreção vaginal e leite materno. No caso de sexo oral existem secreções e, eventualmente, lesões da mucosa da boca que podem ser a porta de entrada para o vírus. O risco de contágio através do sexo oral é muito pequeno quando comparado com as práticas sexuais com penetração, mas existe.

Ricardo Vianna, Curitiba (PR) - Doutor, com relação ao sexo oral numa relação homossexual, qual o risco de ser contaminado quando não se usa a camisinha? Quem corre mais risco, quem faz ou quem recebe?

Cardoso -
Ricardo, o risco de contaminação aumenta na proporção do número de exposições. Maior número de exposições torna maior a chance de contágio. A camisinha se chama preservativo por ser uma forma de preservar (resguardar) quem não tem o vírus. Na relação que descreves ambos correm riscos.

Marcelo Santos, São Paulo (SP) - Gostaria de saber se um homem praticando sexo oral numa mulher pode ser contaminado? E se positivo , quais as chances de isto ocorrer?

Cardoso -
Marcelo, a prática de sexo oral com uma mulher que seja soropositiva para o HIV oferece risco de contaminação. Não é alto como o risco onde haja penetração, mas existe.

Landro Henrique da Silva, Gravataí (RS) - Doutor, sexo oral tem a mesma probabilidade de contrair o vírus como na relação sexual?

Cardoso -
Não, a probabilidade é maior nas relações onde haja penetração. Pesquisa

Fernando Cibelli, Porto Alegre (RS) - Recentemente, médicos suíços divulgaram um estudo com um número x de casais sorodiscordantes. Todos, enfatize-se, sob condições estritas, em que o soropositivo já havia chegado a ponto de carga viral indetectável a pelo menos seis meses, aboliram o uso da camisinha e o índice de contaminação foi zero. Mais recentemente, um grupo de médicos suecos divulgou o seguinte estudo: há uma nova metodologia de testagem com sensibilidade para apontar a existência ou não de vírus no organismo. Diferente do PCR quantitativo que abaixo de 40 unidades/HIV por mililitro de sangue já não detecta. Segundo divulgou num site de notícias o grupo de soropositivos estudado ao longo de sete anos, todos submetidos ao tratamento antiretroviral padrão apresentou o seguinte resultado 77% ainda mantém o vírus inativo; 23% não apresentam o vírus. Isto significa que estamos chegando mais perto da cura universal? É claro, por enquanto, camisinha sempre.

Cardoso -
Fernando, o relato do presidente da CFS, Pietro Vernazza, baseado em estudos multicêntricos trás esperança para muitos pacientes que tem conseguido ficar com CV indetectável por um longo tempo. Tenho certeza que outros estudos poderão confirmar ou negar tais afirmações. Vamos aguardar. O estudo sueco, idem, precisa de confirmação com outros estudos mais rigorosos. Parabéns pela conclusão: enquanto isso, camisinha!

Regina Cardoso, Chapecó (SC) - Doutor qual sua previsão para o mundo ter uma solução definitiva para as pessoas que já tem o vírus? Grata

Cardoso
- Regina, trabalho como se esse dia estivesse próximo. Enquanto ele não chega, minha tarefa além de tratar é manter a esperança dos que são tratados.

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