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Mulher encontra sapo em lata de pêssego em Florianópolis

Empresa de conservas já encaminhou lote do produto para análise

Por: Cristina Vieira
28/10/2008 - 22h18min | Atualizada em 05/07/2013 - 19h20min
Mulher encontra sapo em lata de pêssego em Florianópolis Débora Klempous/
Apesar do susto e do nojo, dona de casa ainda não jogou a lata, os pêssegos e o sapo no lixo Foto: Débora Klempous  
ATUALIZAÇÃO:
Exame realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) em novembro de 2008 não encontrou irregularidades no lote do produto.


Uma mulher encontrou um sapo dentro de uma lata de pêssego em calda, em Florianópolis, na segunda-feira.

Moradores do bairro Costeira, Eliziane Ribeiro, 28 anos, e o marido, Davi Lopes de Souza, de mesma idade, abriram uma lata de pêssego em calda para comer, hábito corriqueiro já que a fruta em conserva é uma das delícias mais apreciadas pela família.

Depois que o marido se serviu, Eliziane guardou a lata na geladeira para comer uma hora depois, por volta de 14h30min. Depois do primeiro pêssego, Eliziane observou uma coisa preta dentro da lata, logo viu uma pata e depois o corpo inteiro.

Era um sapo ou outro anfíbio de mesma família, dadas as característica similares.

— Comecei a vomitar na hora. Até agora não consegui comer mais nada. Acho que nunca mais como enlatados na minha vida — disse a dona de casa.

Além de perder o apetite, Eliziane sente constantemente uma queimação na garganta e teme que seja alguma intoxicação por conta do sapo. Entretanto, não procurou um hospital ou posto de saúde para ser examinada.

A lata de pêssego, da marca Bella Colina, foi comprada em um supermercado no dia 27 de setembro, mas só aberta na segunda-feira. Eliziane encaminhou um e-mail para o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Conservas Neumann, empresa produtora do pêssego, que fica em Morro Redondo, no Rio Grande do Sul. Por enquanto, guarda a lata de pêssego, com o sapo, na geladeira.

Empresa afirma que não houve negligência

Em resposta ao e-mail, a empresa afirmou que "lamenta o ocorrido, mas que é praticamente impossível ter acontecido este fato na Indústria Neumann". De acordo com o e-mail, a empresa afirma: "como a senhora mesmo nos disse, que algumas pessoas comeram antes e mais tarde a senhora comeu, será que esse sapinho não poderia ter entrado na lata nesse intervalo?"

Quirian Bender, auxiliar-administrativo da fabricante, afirmou que o lote já foi encaminhado para análise e que deve ficar pronta em 24 horas.

— Isto nunca aconteceu. Não sei se foi má fé de algum funcionário. Só posso garantir que trabalhamos em condições de total segurança, o que é avaliado pela Vigilância Sanitária local — afirmou Quirian, que é neta do dono da empresa.

Ela também solicitou a Eliziane seu endereço e telefone para que um representante da empresa visite-a e reponha a lata.

A Conservas Neumann produz compotas de figo, abacaxi, pêssego e também sucos de fruta e distribui em todo o Brasil. Na próxima semana, completa 35 anos.

Não é necessário guardar lata, segundo Vigilância

Assessor-chefe da Vigilância em Saúde de Florianópolis, Carlos Renato da Silva Fonseca, explica que a Vigilância não analisa embalagens abertas. Portanto, Eliziane pode se desfazer da lata com o sapinho.

Entretanto, ela pode fazer uma denúncia à Vigilância, informando o lote, a data de fabricação e o local onde comprou o produto.

Técnicos da Vigilância vão até o local e recolhem outras latas do mesmo lote para análise.

— Não podemos analisar produto violado porque não temos como determinar quando aconteceu a contaminação e, assim, não tem como responsabilizar ninguém — explica.

Segundo Fonseca, quando acontece algum tipo de contaminação, outros produtos do mesmo lote também apresentam o problema.

De acordo com ele, Eliziane deve procurar um Pronto-Atendimento se está se sentindo mal.

Caso a análise de amostras do lote confirme as irregularidades, a Vigilância determina o recolhimento do lote no mercado e encaminha o resultado para a Vigilância Sanitária do Rio Grande do Sul.

O Procon informa que, por se tratar de uma lata lacrada, o fabricante é o responsável, e não o comerciante do produto.

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